30

nov

A REDAÇÃO DA UNESP 2012 É O MAIOR FATOR DE APROVAÇÃO

por Luiz Cláudio

A característica principal da redação da UNESP é valorizar a tese clara e a argumentação de excelência, em progressão.
Para simplificar:

O 1o parágrafo da redação deve trazer 3 ingredientes básicos:

1. uma síntese do que pretende discutir.
2. uma tese clara sobre o tema proposto.
3. a estratégia de argumentação.

O 2o., 3o. e 4o. parágrafos devem trazer 4 ingredientes fundamentais:

1. Ideias (argumentos) que justifiquem a veracidade da tese.
2. Exemplos, dados e fatos que deem credibilidade aos argumentos.
3. A sequência progressiva da estratégia adotada.

O 5o. parágrafo deve trazer 3 ingredientes cruciais:

1. A confirmação da tese.
2. A conclusão lógica da estratégia adotada.
3. A justificativa do título.

A prova da UNESP traz temas sócio-políticos, ou seja, mudanças de comportamentos sociais numa sociedade em rápidas transformações. Além disso, os enunciados das questões servirão de coletânea para que o candidato desenvolva sua argumentação.

Tenha cuidado com os seguintes temas:

1. INTERNET – entre o vício e a diversão.
2. TRÂNSITO – a intensa guerra urbana.
3. CORPO EM EVIDÊNCIA – o culto exagerado ao corpo.
4. A JUVENTUDE E AS DROGAS – a marcha da maconha.
5. AS REDES SOCIAIS – a vida repleta de amigos virtuais.

28

nov

ELEMENTOS MOTIVADORES PARA A SEGUNDA FASE DO VESTIBULAR

por Luiz Cláudio

Numa briga de 147 mil candidatos, na FUVEST, apenas 30.500 irão para a segunda fase. É uma minoria privilegiada que fez do próprio esforço a sua grande arma.
Depois de uma maratona de vestibulares nas últimas semanas, há alguns que se sentem estropiados, mas é assim que funciona: sem esforço, não há vitórias. É preciso suar a camisa para conseguir vencer.
O cansaço agora atinge uma quantidade razoável de pessoas e, além disso, muitos descreem de suas possibilidades de serem aprovados. O mundo, para eles, gira em outra órbita. Vão esperar até o último instante para verem seus nomes na lista dos que vão para a segunda fase e, se derem a sorte de ir, não saberão como se comportar. Perde-se a vaga numa grande universidade nos mínimos detalhes.
Quem começar a estudar para a FUVEST, segunda fase, a partir de amanhã, terá um mês e meio até a prova. Quem começar a estudar somente no dia em que saírem as notas de corte, terá apenas 15 dias. O tempo pode ser o seu aliado ou o seu maior inimigo.
A segunda fase dos vestibulares tem apenas questões abertas, portanto, se você vem treinando a leitura e escrita, tem tudo para se dar bem. Se não treinou ainda, deve começar o mais cedo possível, porque várias pessoas confiam apenas nos seus instintos e não no constante aperfeiçoamento.
Ande na contramão dos outros que a vaga na universidade lhe sorrirá. Enquanto a maioria vai para casa se entocar e estudar tudo, vá para a escola e siga as dicas dos professores, afinal eles têm vasta experiência com isso. Aprende-se muito nas revisões. Tiram-se muitas dúvidas.
Não tente aprender o que nunca aprendeu, entregue-se de corpo e alma às matérias que sabe ou sabe mais ou menos. O mais ou menos pode ser uma grande arma a seu favor se você buscar aperfeiçoar-se.
MOTIVE-SE. ACREDITE. MAS, ESTUDE.

21

nov

PROVAS, MESMICE E PÃO DE QUEIJO

por Luiz Cláudio

A incrível distância do ser e do não ser, uma questão filosófica ou mais uma maluca conjugação de intelectualidade e exibicionismo? Não. É a mais pura convicção de que os anos aproximam o imponderável da realidade. As grandes universidades brasileiras aderiram a um processo seletivo que abraça o paradoxo e agem de forma estupefata e conivente com as trapalhadas do Ministério da Educação; as provas das outras universidades criaram o clichê da transversalidade, mas estão em um estágio de mesmice ou de grande mediocridade, com raras exceções.
Outro dia entrei em uma sala de pré-vestibular e fiquei indignado com a falta de interesse pela discussão, pois discutíamos a situação da educação. Depois me acalmei e vi que eu queria ser mais realista que o rei. As moças estavam mais preocupadas com seus celulares rosa e os rapazes com a limpeza de seus tênis novos. Eles não são vilões, mas só estão vitimados pelo consumismo. Esse corrompe e aniquila, diferente do nosso pão de queijo, mineiro de nascimento e cooptado pela nação inteira que engorda e satisfaz os desejos cerebrais, contenta a alma. Os jovens são vítimas de um sistema que incha os vaidosos e faz de cada vestibular um campo de batalha, perversa, sanguinária até, uma forma de suprir a deficiência de um país sem salas suficientes, sem universidades públicas suficientes e com profissionais desestimulados, pois a educação é preterida. Uma receita sem sal, sem sabor.
A mesmice das discussões sobre as provas, sobre sua transversalidade e sobre o conteúdo chega à exaustão. O velho Lavoisier fica cada vez mais cheio de razão. As tradições são imperiosas e a criatividade aniquilada pela necessidade de resultados. Estamos chafurdados por uma nuvem, mas de ignorância, de atraso cultural. A leitura nunca foi tão desprestigiada, pois em nome da modernidade contenta-se com pequenas incursões virtuais mal escritas e os detentores destes domínios consideram-se deuses. A internet, bem de valor inestimável, é mal usada, mal frequentada e motivo de vaidades sem limite. O pensar não é virtual; ele é desprezado em nome do tecnicismo, do adestramento.
A decepção com a mesmice não é capaz de tirar o meu gosto pelo magistério; a corrosão do ensino não é capaz de tornar-me descrente e desprezar o conhecimento. Não há furor pedagógico que sobreviva ao descaso. Acredito nos alunos, na recuperação das instituições e em uma revolução pelo saber. Quero ser livre para ensinar do meu jeito e crer na capacidade de transformar. Jamais parar de ler e estudar, pois esta é a real valoração da consciência – negra ou branca. Uma saída para os males de qualquer crise é a superação pela descoberta, pelo gosto em pesquisas verdadeiras. Sou um negro convicto que sou mais cidadão que negro, mais brasileiro que afro-descendente, mais um mineiro comedor de pão de queijo – gordo, feliz – e professor, mas que sei da necessidade de nos libertarmos das fórmulas prontas, da mediocridade das provas previsíveis e das discussões “apavonadas” sobre elas.

Prof. José Moisés Ribeiro (especial para o blog)

18

nov

PUC-SP – UMA PROVA TEMÁTICA

por Luiz Cláudio

Cuidado com o tempo na prova da PUC/SP. Você pode pagar um preço alto. Os enunciados das questões podem ajudar a confeccionar o texto, portanto leia as questões antes de fazer a redação.

A prova é temática, o que quer dizer: um tema para toda a prova, para todas as questões, por isso esteja sempre informado sobre: PODER DA TECNOLOGIA, ENERGIA – A CRISE ENERGÉTICA MUNDIAL, CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL, REDES SOCIAIS, FOME…

No mesmo dia, você fará duas redações, pois a questão que envolve história e geopolítica também poderá ser tratada como uma dissertação. Portanto, não passe mais do que 1:30h fazendo cada uma das redações. Para economizar tempo, faça o texto a lápis na folha definitiva, corrija e depois passe a caneta por cima.

PREVINA-SE: A banca examinadora da PUC/SP poderá exigir do candidato uma dissertação ou uma carta ou até mesmo uma narração.

A) A DISSERTAÇÃO:

1. deve ter um título justificado na conclusão do texto.
2. a tese deve abranger totalmente o tema.
3. os argumentos que defendem a tese devem vir articulados com dados, fatos, exemplos, relatos…
4. utilizar ideias extraídas das imagens e dos textos.

B) A CARTA:

1. seguir à risca as instruções da prova.
2. definir dois personagens: um é você, o autor; o outro, o interlocutor, isto é, o leitor da carta.
3. defina a forma de agir, pensar e falar de cada um para dar credibilidade aos seus argumentos.
4. os argumentos devem vir articulados com exemplos, dados, fatos, relatos, opiniões…
5. é obrigatório o uso de interlocuções, ou seja, conversar com o interlocutor.
6. não assine a carta, siga as instruções.
7. as instruções definem o(s) motivo(s) pelo(s) qual(is) você está escrevendo a carta, como definem também o seu interlocutor.

C) NARRAÇÃO:

1. Defina o narrador de acordo com as instruções da prova.
2. A temática será também definida nas instruções.
3. Determine a sequência do raciocínio, ou seja, COMO? QUANDO? ONDE? o(s) fato(s) ocorrem.
4. O personagem central vive sempre um conflito, ou seja, O ENCONTRO, A DESCOBERTA E A TRANSFORMAÇÃO.
5. O personagem inicia a obra de uma forma e termina de outra.

15

nov

AS VOLTAS QUE A VIDA DÁ

por Luiz Cláudio

Tive uma aluna que tentou medicina por 7 anos. Só prestava FUVEST. Às vésperas das provas, começa a se desfigurar. Já branquinha, ficava com as faces lívidas, quase transparentes. Mal balbuciava o próprio nome. As mãos geladas suavam. No seu último vestibular, mudou. Sempre muito educada, virou-se para mim e disse: Esse é meu último vestibular, se eu não passar, foda-se. Não volto mais. Não quero mais saber. Passou em quarto lugar na medicina da USP-Ribeirão.

Conheci um garoto magro, alto, com uma voz potente e um carisma razoável. O sonho dele era fazer medicina, pois pretendia seguir os passos do pai, médico famoso. Tentou medicina por 7 anos, mas nunca com muito afinco. Não conseguia fazer os simulados, mesmo sabendo muito. Invariavelmente, entregava as provas em branco ou muito mal escritas. Vindas de casa, sem a pressão do tempo, eram ótimas, quase sempre nota 10. Desprendido, explicava partes de física, matemática e química com grande destreza, mas gostava mesmo de Português. Tivemos uma discussão sobre sua verdadeira vocação. Confrontado com as evidências, ficou com raiva de mim, contudo, às escondidas, resolveu fazer vestibular para direito. Pela sétima vez não passou no que queria, porém, pela primeira vez, passou em direito e resolveu arriscar. Valeu a pena. Hoje é um dos grandes na sua profissão.

Havia uma menina morena, de aspecto frágil, mas muito concentrada na minha sala de aula. Era de uma educação impressionante e isso, muitas vezes, era confundido com submissão. Na escola, ficou em primeiro lugar, durante o ano inteiro, em todos os simulados da escola. Às vésperas do vestibular, entrou na minha sala aos prantos. Deixei-a chorar durante uns 30 minutos, até que ela se voltou para mim e disse: “Não aguento mais essa pressão. Todo mundo diz que eu já passei, mas eu não sinto isso. Simulado é uma coisa, vestibular é outra”. Conversamos durante uma hora e ela saiu para casa certa de que não passaria. Passou muito mal na prova da UNICAMP e nada conseguiu fazer. Desabou psicologicamente na FUVEST e nada fez. Desisitiu do sonho naquele ano. Um ano depois, livre da pressão, passou em Botucatu, na medicina da UNESP. Havia 131 candidatos por vaga.

Um garoto meio parecido comigo chegou à minha escola cheio de sonhos, afinal estava distante de casa e a mãe depositava nele os sonhos de ter um filho médico. O sonho foi se transformando em pesadelo à medida que o tempo passava. As baladas, os amigos, as dificuldades em absorver muito mais conhecimentos que seus colegas, já acostumados ao ensino em São Paulo, empurraram durante quatro anos para a vala dos que não passam sequer na primeira fase. Depois de uma longa conversa, resolveu andar por outros caminhos e foi entregar-se ao jornalismo, confessadamente uma alternativa já pensada. Jornalista, tornou-se assessor do governador do seu estado. Numa dessas encruzilhadas, tomou um caminho que o levou a ser quem é hoje, um grande homem.

Tive um aluno vagabundo, desses que dá raiva de ter em sala de aula, porque, além de não fazer nada, ainda atrapalhava os outros. Era um piadista esmerado. Tinha um senso de humor irritante, porque achava de destilar sua veia cômica no momento em que discutiamos algum assunto importante. Nada o motivava até o dia que o desafiei a acertasse uma questão. Ele mudou. Arrumou-se na carteira e soltou a respota correta. A turma aplaudiu e eu descobri algo importante, existem alunos que só produzem movidos a desafios. Na aula seguinte, cansei de provocá-lo, até dizer que rasgaria o meu diploma se ele passasse na FGV. Ele enrubesceu. Olhou para mim desafiante e bradou: Eu vou passar e você vai ter de rasgar. Confirmei: eu rasgo. Nas semanas que vieram, era outro indivíduo. Passou a ler sobre tudo, a fazer todos os exercícios, a estudar com afinco. Passou. Se você quer saber, eu não rasguei o diploma. Na verdade, minha experiência vale muito mais que ele. Mas, foi ele que me deu a oportunidade de, estando em sala de aula, descobrir formas de fazer as pessoas enxergarem gigantes em moinhos de vento.

12

nov

10 LIÇÕES PRÁTICAS PARA A UNICAMP

por Luiz Cláudio

1. O tempo é seu maior inimigo, então comece pelas redações, deixe os testes para o fim. Teste a gente chuta se não der tempo, redação não tem jeito.
2. Siga à risca as instruções.
3. Tudo o que você terá que fazer sairá dos textos auxiliares das três propostas. Não invente.
4. Faça a prova de redação a lápis na folha definitiva, depois corrija e passe a caneta.
5. Quando terminar de escrever o texto a lápis, volte nas instruções e verifique se você segui TODAS as instruções.
6. Não leve mais do que 2:30h fazendo a redação, porque comprometerá a execução dos testes.
7. O que mais importa na prova de redação é pensar no INTERLOCUTOR, ou seja, para quem você está escrevendo. Por quê? Simples, porque devemos adequar os nossos argumentos e o nosso vocabulário a ele.
8. Leve uma foto 3×4 atual datada.
9. Não leve celular sob hipótese nenhuma. Mesmo desligado não será permitido. Em caso de insistência, o candidato será automaticamente eliminado.
10. No site www.cursocriar.com, dou uma série de dicas sobre os gêneros textuais. Divirta-se.

09

nov

SUGESTÕES DE TEMAS PARA A UNICAMP

por Luiz Cláudio

PROF. JOSÉ MOISÉS RIBEIRO – Criar Franca

TEXTO I
A violência escolar e a crise da autoridade docente
Júlio Groppa Aquino*

RESUMO: O presente artigo discute a relação entre os conceitos de violência e autoridade no contexto escolar e, particularmente, na relação professor-aluno. Para tanto, contrapõe uma leitura de cunho institucional da violência escolar às abordagens clássicas da temática, demonstrando a tese de que há um quantum de violência “produtiva” embutido na ação pedagógica.

Palavras-chave: violência escolar, relação professor-aluno, autoridade docente, instituição escola

Várias são as possibilidades de análise ou reflexão que se descortinam quando alguém depara, quer empírica quer teoricamente, com a indigesta justaposição escola/violência, principalmente a partir de seus efeitos concretos: a indisciplina nossa de cada dia, a turbulência ou apatia nas relações, os confrontos velados, as ameaças de diferentes tipos, os muros, as grades, a depredação, a exclusão enfim. O quadro nos é razoavelmente conhecido, e certamente não precisamos de outros dados para melhor configurá-lo.
A imagem, entre nós já quase idílica, da escola como locus de fomentação do pensamento humano – por meio da recriação do legado cultural – parece ter sido substituída, grande parte das vezes, pela visão difusa de um campo de pequenas batalhas civis; pequenas mas visíveis o suficiente para causar uma espécie de mal-estar coletivo nos educadores brasileiros. Como se posicionar perante tal estado de coisas?
No meio educacional, duas parecem ser as tônicas fundantes que estruturam o raciocínio daqueles que se dispõem a problematizar os efeitos de violência simbólica ou concreta verificados no cotidiano escolar contemporâneo: uma de cunho nitidamente sociologizante, e outra de matiz mais clínico-psicologizante.
No primeiro caso, tratar-se-ia de perseguir as conseqüências, geralmente conotadas como perversas, das determinações macroestruturais sobre o âmbito escolar, resultando em reações violentas por parte da clientela.
No segundo, de pontificar um diagnóstico de caráter evolutivo, quando não patológico, de “quadros” ou mesmo “personalidades” violentas, influenciando a convivência entre os pares escolares. Em ambos os casos, a violência portaria uma raiz essencialmente exógena em relação à prática institucional escolar: de acordo com a perspectiva sociologizante, nas coordenadas políticas, econômicas e culturais ditadas pelos tempos históricos atuais; já na perspectiva clínico-psicologizante, na estruturação psíquica prévia dos personagens envolvidos em determinado evento conflitivo. Vale lembrar que uma combinação de tais perspectivas também pode surgir como alternativa à compreensão de determinada situação escolar de caráter conflitivo, por exemplo, num diagnóstico sociologizante das causas acompanhado de um prognóstico psicologizante em torno de determinados “casos-problema” – o que, inclusive, acaba ocorrendo com certa freqüência no dia-a-dia escolar.
Em termos especificamente institucionais, a ação escolar seria marcada por uma espécie de “reprodução” difusa de efeitos oriundos de outros contextos institucionais molares (a política, a economia, a família, a mídia etc.), que se fariam refletir no interior das relações escolares. De um modo ou de outro, contudo, a escola e seus atores constitutivos, principalmente o professor, parecem tornar-se reféns de sobredeterminações que em muito lhes ultrapassam, restando-lhes apenas um misto de resignação, desconforto e, inevitavelmente, desincumbência perante os efeitos de violência no cotidiano prático, posto que a gênese do fenômeno e, por extensão, seu manejo teórico-metodológico residiriam fora, ou para além, dos muros escolares.

* Mestre e doutor em Psicologia Escolar pelo Instituto de Psicologia da USP, e docente na Faculdade de Educação da USP, área de Psicologia da Educação. Autor de Confrontos na sala de aula: Uma leitura institucional da relação professor-aluno (1996), e organizador/co-autor das coletâneas Indisciplina na escola (1996), Sexualidade na escola (1997), Erro e fracasso na escola (1997), Diferenças e preconceito na escola (1998), editadas pela Summus. 8 Cadernos Cedes, ano XIX, nº 47, dezembro/98

MANIFESTO:

Instrução: faça um manifesto no qual expresse sua intenção de romper com a alienação em prol da harmonia. O Manifesto deve trazer: A) manifestação de vontade; B) conclamação; C) proposta efetiva de solução (“hipótese”).

EXEMPLO:

A construção de um país livre de falcatruas e com uma condição ética é necessidade veemente. Sejamos mais francos e dispostos a romper com as amarras da alienação. Façamos da esperança uma bandeira, mas com obras bem definidas. Deixo evidente o meu desejo de contribuir para a erradicação dos instrumentos de alienação e lutar pelo discernimento constante.
A destruição de velhos dogmas faz-se necessária, pois o conservadorismo anula a construção de uma melhor afirmação crítica. A violência nas escolas só será rompida com o envolvimento de toda a população. É nosso dever reagir ao tédio. O compromisso de escola e família deve ser orientado por um desejo de superação do ódio, da revanche e pelo prazer da educação realçado. Firmo o meu compromisso de auxiliar na orientação dos jovens e aguçar o seu desejo pelo justo.
Só o envolvimento de uma coletividade poderá superar os entraves que impedem o real crescimento do indivíduo. A violência está dentro e fora dos muros escolares. É nosso dever, como cidadãos preocupados com a integridade, dissolvermos a nódoa das agressões e trabalharmos juntos pelo protesto em prol da harmonia e do crescimento incontido do saber. (José Moisés)

Observação: o manifesto deve conter um desejo de cidadania muito claro. É impreterível mover esforços para que a argumentação sustente a manifestação de participação cidadã. A clareza e a objetividade devem constar desta disposição.

CARTA: faça uma carta e enderece ao governador e peça providências sobre a violência nas escolas.

EXEMPLO:

Ribeirão Preto, 09 de novembro de 2011.

Excelentíssimo Governador,

Sou estudante secundarista e tenho desejo de cursar uma boa faculdade pública. Meu ensejo é de fazer com que o colégio seja o caminho mais tranquilo para minha caminhada. Conheço sua determinação em prol da educação, mas escrevo esta carta para mostrar que as escolas tornaram-se um antro de abusos e agressões e peço-lhe providências com a intenção de acabar com tal condição.
Peço-lhe atenção para as nossas necessidades, pois é crucial romper com o medo e enfrentar os problemas com muito esmero. A situação de distúrbios escolares reflete a própria condição social. Quero que o senhor seja o elo entre as famílias e a comunidade estudantil. Não bastam medidas “curativas”, pois é essencial que haja orientação e, claro, coerção dentro de condições módicas.
Acredito, senhor governador, e peço o seu empenho, que o melhor caminho para o crescimento é o esclarecimento. É preciso acabar com o medo e a violência, pois é necessário que tenhamos prazer em freqüentar as escolas. A atitude sociologizante é primordial, pois a harmonia e a melhora do IDH dependem da solidez administrativa e ética.

Atenciosamente

Observação: a carta deve conter a estrutura organizada de maneira formal, como no exemplo. É importante pensar que é um texto persuasivo, logo exige argumentação forte. Use a interlocução e preserve a condição objetiva e a clareza. Use a coletânea, mas sem copiá-la.

ARTIGO DE OPINIÃO: faça um artigo de opinião e mostre a sua visão sobre a evidente condição de violência dentro das escolas brasileiras.

As escolas brasileiras passam por um momento de perda de identidade. A violência assola a comunidade e escancara a ferida de um sistema falho. Sou favorável à coerção, mas sem esquecer da condição social como fator macroconflitante. Quero ser um dos protagonistas de uma mudança, pois sem educação de qualidade não há reformas reais.
A coerência nos aproxima da construção ideal de sociedade. Os atos de abusos e de violência dentro de um ambiente de formação, não só me entristecem, como me mostram a necessidade de intervenção das autoridades. A atitude de equilíbrio só será alcançada com o envolvimento de todo o conjunto social, coadunando com o pensamento do Dr. Júlio Groppa.
Consigo conceber uma possibilidade de melhora, de evolução. Ela virá com a extirpação de atos de violência, com o esmero em prol da construção de uma sociedade de justiça. Não posso ser conivente com os atos de vandalismo e desrespeito. Uma sociedade melhor e justa precisa nascer de um ambiente escolar que gere formação irrestrita. (José Moisés)

Observação: o artigo de opinião deve conter uma construção de cunho incisivo. A subjetividade deve ser temperada com argumentos sólidos e convincentes. Não se esqueça de trabalhar com a proposta de forte evidência crítica e que tenha como base a disposição de enfoque social, mas não se esqueça do uso da coletânea.

TEXTO II

NA FEIRA A GENTE ENCONTRA DE TUDO…: ASPECTOS DA FORMAÇÃO ESPACIAL DA FEIRA-LIVRE DE ABAIARA – CEARÁ

Ma. Anna Erika Ferreira Lima (Professora do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia – IFCE – Limoeiro do Norte – Curso de Saneamento Ambiental) – annaerika@ifce.edu.com
Prof. Dr. José Levi Furtado Sampaio (Professor do Curso de Pós-Graduação em Geografia – UFC) – joselevi@uol.com.br

Resumo

A constituição do excedente de produção na história está diretamente ligada à divisão social do trabalho, que levou ao surgimento de diversas funções especializadas à sociedade, tais como o sacerdócio, a administração, a própria função militar e assim ao surgimento de atividades que possibilitariam um escoamento do excedente, como as feiras-livres. Assim, a presente pesquisa versa sobre o papel da feira-livre na organização do espaço da pequena cidade de Abaiara – Ceará, localizada à 570 km da capital cearense, onde considerou-se a evolução geohistórica do município e dessa atividade, além dos aspectos de distribuição, socialização dos que dela se beneficia, posto que tal prática destaca-se no cenário regional do Cariri por dinamizar a relação campo-cidade. A metodologia versou sobre fases de apanhado teórico, trabalhos de campo e sistematização dos resultados. Ademais, se considera as feiras-livres como fenômenos econômicos e sociais antigos que remontam aos primeiros agrupamentos humanos. Em Abaiara, a feira-livre semanal tem se mantido por estabelecer um ambiente essencial para aquisição de produtos por seus populares e por ser uma prática tradicional em toda a região. Como uma modalidade periódica de comércio, elas desempenham um papel importante no abastecimento urbano e para o rural possibilitou que esse contingente populacional conseguisse vender o que excede em sua produção e ainda pudesse adquirir produtos os quais não produziam desde ferramentas a roupas e utensílios domésticos. É nesse espaço vivido que evoluem e se desenvolvem as relações entre a cidade e o “campo”.

Palavras-chaves: feira-livres, espaço, campo-cidade

TEXTO III

O Congado Brasileiro: “Só o Rosário nos une”

Congada, Congado ou Congo são nomes genéricos dados ao conjunto de elementos que circundam uma Festa de Reinado de tradição afro brasileira, onde se faz a coroação de «Reis e Rainhas Congo» em louvor a um santo negro. As festas são organizadas por Irmandades ou pelo grupo com os seus brincantes, tocadores, capitães, reis, rainhas, cozinheiros, ajudantes e mestres que fazem procissões, realizam missas e levantam mastros. Essas características que falo são generalizantes, pois em cada localidade esses grupos tem uma dinâmicas e características próprias.
As festas de Reinado no Brasil com devoção a santos negros, como Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e Santa Efigênia, são tradições mantidas em diversas localidades, com destaque para Minas Gerais, São Paulo e Goiás, porém existem grupos do Rio Grande do Sul até o Pará, mesmo que isolados, mas que conseguiram resistir e reinventaram se no mundo de hoje e ainda comemoram suas festas, como no interior do Pará, na Vila da Juaba em Cametá-PA, o Bambaê do Rosário ou em Sergipe com os Cacumbis, Cheganças e Taiera, que mantém uma tradição muito bonita de Coroação, procissão e embaixadas, e ainda em muitas outras localidades. Historicamente, sua origem remonta ao Brasil colonial, existem irmandades de quase 300 anos de existência, com certeza essa é uma das tradições mais antigas em atividade no nosso país,além disso, está presente na quase totalidade de nosso País, realmente precisamos olhar como mais atenção para essa tradição. Uma das fundamentações míticas do Congado, nesse caso em Minas Gerais diz que as guardas se formaram, quando uma imagem de Nossa Senhora do Rosário apareceu no mar. O grupo do Congo se dirigiu para a areia tocando seus instrumentos, só conseguiu fazer com que a imagem se movesse uma vez: Nossa Senhora se encaminhou para a frente e parou. Então vieram negros moçambiqueiros, batendo seus tambores, cantando para a santa e pedindo-lhe que viesse protegê-los. A imagem veio se encaminhando, no movimento das ondas, até chegar à praia e depois foi em cima do tambor para a capela de palha, por isso moçambique é lento ou compassado, pois está carregando a santa. Existem várias outras versões e de região pra região ela muda no Goiás ela aparece na Caverna, no Vale do Paraíba, onde o culto mais forte é em louvor a São Benedito, contam e cantam que ele era cozinheiro e Africano morando em Lisboa e nas horas vagas cria o Moçambique pra lembrar da África. Na Vila da Juaba em Cametá-PA, diz que a santa foi levada enrolada numa trouxa de roupa até o Quilombo do Mola por uma escrava. No Espírito Santo falam de um barco que naufraga e os negros pedem para São Benedito para salva-los e como gratidão criam as Bandas de Congo. Aos poucos mostraremos mais um pouco das festas de Congado por todo Brasil. (extraído do site WWW.selomundomelhor.org / 06/07/2009)

Usando o recorte temático dos textos II e III escreva uma entrevista. Nela você deverá entrevistar um morador, esclarecido, sobre a importância das feiras livres e de atos como o congado para a manutenção das raízes culturais. Escreva um artigo de informação no qual você mostre ao leitor elementos essenciais do Congado.

ENTREVISTA (modelo – José Moisés)

A presente entrevista com o senhor João da Silva tem o interesse de pesquisar as raízes culturais e sua importância para a formação cultural de um povo.

Autor: gostaria de saber por que as feiras são tão importantes para o intercâmbio e como elas estão presentes na vida contemporânea?

João da Silva: as feiras são manifestação original e popular. Elas representam a formação de um entrosamento perfeito entre vendedores, compradores e movimentam todo um eixo de convivência. Os grandes centros, embora muito dinâmicos, conseguiram manter as feiras como elo com o passado e valor de ambientação do presente. Elas são componentes sociais e arquitetônicos, espontâneos, das cidades.

Autor: Por que as manifestações populares e folclóricas, como as feiras e o congado, traduzem a dimensão de cultura popular?

João da Silva: eles são muito próprios da condição gregária do ser humano. É através deste tipo de manifestação que se resgatam amizades, estimulam-se as raízes e criam-se elementos de preservação social. A participação de todas as gerações faz com que sejam perpetuados costumes, mantidas as crenças e, principalmente, aguçado o convívio harmonioso.

Observação: a entrevista deve conter elementos de ordem crítica. As perguntas não devem ser óbvias, retóricas. É importante que existam elementos de complexidade, de densidade nas respostas. A argumentação nítida é fator imponderável e com objetividade e clareza.

ARTIGO DE INFORMAÇÃO (MODELO – José Moisés)

O congado é um modo de manifestação sincrética muito evidente. Nele a religião católica fundiu-se ao modo de manifestação festiva da África. Os elementos reunidos foram capazes de casar com o modo irreverente, mas devotado do brasileiro. Ocorre, principalmente, em comunidade do interior.
Os “ternos”, como são chamados os grupos, são formados com líderes tradicionais. A condição hereditária é muito evidente e os pais doutrinam seus filhos, pelo costume, para seguirem os preceitos familiares. Moçambique é o maior elemento de influência para esta manifestação. As festas de São Benedito, Nossa Senhora do Rosário e Santa Ifigênia são os momentos de realização dos eventos.
As irmandades são organizadas e conseguem gerir fundos para as manifestações. Os brincadores, os capitães, os tocadores, os cozinheiros reúnem-se e traduzem fé e alegria. As missas são momentos de influência incontestável da religiosidade cristã que se juntou às tradições africanas.

Observação: no artigo de informação é crucial os elementos: quem; onde; como; por que e quando. São elementos comuns na notícia e reportagem, também. O artigo, porém, é mais complexo e capaz de mostrar uma situação ampla.

08

nov

DICAS EM VÍDEO PARA A PUCCAMP

por Luiz Cláudio

http://puccampinas2012.cursocriar.com

07

nov

UNICAMP NO DOMINGO – DIA DE ESCREVER

por Luiz Cláudio

A prova da UNICAMP é para bons leitores e bons escritores. A redação vale 50% da 1a. fase e responsável pela aprovação ou não do aluno. No entanto, apesar do medo geral, a prova é muito tranquila e, para conseguir zerar nela, o candidato precisar ser um gênio. Serão oferecidas 3 propostas com gêneros textuais diferentes. São 3 os critérios de correção.

PRINCIPAIS GÊNEROS TEXTUAIS:

1. NARRAÇÃO: contar uma história.
2. DESCRIÇÃO: fazer imaginar uma história, um objeto, um ser, um paisagem…
3. CARTA: texto persuasivo em que o autor tenta convencer seu interlocutor de sua posição.
4. MANIFESTO: convocação, chamado para a defesa de um ideal ou ponto de vista.
5. DISCURSO: exposição de uma ideia para um público seleto.
6. TEXTO INSTRUCIONAL: capacita um interlocutor para fazer algo para o qual não tem competência.
7. NOTÍCIA: texto de cunho narrativo, em terceira pessoa, que esclarece sobre um determinado tema.
8. REPORTAGEM: texto opinativo, que mescla narração, descrição e dissertação, além de depoimentos.
9. RESUMO: redução do texto à sua essência, construído com as próprias palavras de quem resume.
10. RESENHA: é o resumo opinativo que pode usar as palavras do texto original e contestar sua tese.
11. BLOG: é o texto de caráter dissertativo ou narrativo com o propósito de ser publicado na internet.
12. ENTREVISTA: é o jogo de pergunta e resposta, dentro da relação autor e interlocutor.
13. DEPOIMENTO: o autor reconstrói as experiências de um personagem ou fala de suas próprias.
14. CHAT: relação dialogada entre o autor e um internauta.
15. ARTIGO DE INFORMAÇÃO: centrado nos detalhes da informação, é construído em 3a. pessoa.
16. ARTIGO DE OPINIÃO: centrado na opinião, é construído em 1a. pessoa. Vale-se da informação.
17. EDITORIAL: centrado na opinião de um veículo de comunicação. O autor (em 3a. pessoa) fala em nome da empresa.
18. DIÁRIO: relato das experiências, dia a dia, de um autor.

CRITÉRIOS DE CORREÇÃO:

1. PROPÓSITO: siga à risca as instruções. NÃO INVENTE.
2. GÊNERO: cada gênero textual tem uma estrutura diferente. FIQUE POR DENTRO PARA NÃO ERRAR.
3. INTERLOCUÇÃO: escolha o vocabulário e os argumentos de acordo com o interlocutor.

Ex.:

Imagine que a instrução da prova lhe mande escrever duas cartas diferentes sobre o tema ABORTO. Uma será para a senadora Marta Suplicy e a outra para o Papa Bento de XVI.
Lembre-se de que Marta é política, favorável ao aborto, sexóloga e defensora dos direitos da mulher. O Papa Bento XVI é católico, conservador, contrário ao aborto.

PENSE BEM: Não dá para escrever a mesma carta. Os argumentos serão diferentes, o vocabulário será diferente e sua linha de raciocínio também mudará. SEJA LÚCIDO E INTELIGENTE.

SÓ VÁ ALÉM DO QUE FOI PEDIDO DEPOIS DE FAZER O CORRETO.

04

nov

TEMAS DE REDAÇÃO LIGADOS À ÁREA DE SAÚDE

por Luiz Cláudio

SELEÇÃO
PROFESSORA NÁDIA ALVES

PROPOSTA I

“Morphine”
(Michael Jackson- estrofes traduzidas)

Relaxe, isso não irá machucá-lo
Antes que eu injete isso em você
Feche os seus olhos e conte até dez
Não há necessidade de se sentir desencorajado
Feche os olhos e flutue para longe Demerol, Demerol
Oh, Deus, ele está tomando Demerol
Demerol, Demerol
Oh, Deus, ele está tomando Demerol

Ele está se esforçando para tentar convencê-la
Para dar a ele uma dose maior
Hoje ele quer o dobro
Não chore, eu não vou magoar você
Ontem, você conquistou a confiança dele
Hoje ele está tomando o dobro
Demerol, Demerol
Oh, Deus, ele está tomando Demerol
Demerol Demerol
Ele está tomando o seu Demerol

Viciado em remédio, Michael Jackson compôs música sobre Demerol.

Michael Jackson compôs a música “Morphine”, onde ele descreve um paciente que toma Demerol. O popstar era viciado no medicamento, que é derivado da morfina e é apontado como possível causa do enfarte fulminante que o matou.
Na letra, Michael Jackson sugere que o paciente feche os olhos e conte até dez. Em seguida, descreve um paciente tentando convencer a enfermeira a dobrar a dose do medicamento. Segundo o tabloide inglês “The Sun”, a possível causa da morte seria uma dose excessiva do remédio.
A música foi composta em 1993, mesmo ano em que o astro foi acusado de abusar sexualmente de um menino de 13 anos. Mas só foi lançada em 1997 no álbum “Blood On The Dance Floor”.
(http://oglobo.globo.com/diariosp/posts/2009/06/26/viciado-em-remedio-michael-jackson-compos musica-sobre-demerol-199349.asp)

Comum no Brasil, automedicação pode levar ao vício em remédios.
Brasileiro abusa no uso de pílula para disfunção erétil e de remédios anti-estresse. (publicado em 05/08/2011)

Gente que abusa dos medicamentos controlados e acaba escravo dos remédios sofre das consequências da automedicação.

No Brasil, um bom exemplo disso está no hábito de usar medicação contra a disfunção erétil em demasia. No país, as vendas da medicação passam de sete milhões de comprimidos por ano.

No entanto, os especialistas não recomendam o uso recreativo desse tipo de remédio porque podem causar dependência psicológica, que é muito mais difícil de ser tratada.

Os especialistas alertam ainda que a medicação só é indicada para quem tem o problema, não para jovens. Tanto que na caixa desses medicamentos a informação é clara: venda sob prescrição médica.

Outros exemplos de automedicação foram apontados em uma pesquisa. Um levantamento do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) revelou que no primeiro semestre mais de 21 mil profissionais foram afastados do trabalho por uso de drogas – lícitas e ilícitas. Um aumento de 22% em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre os executivos, que vivem sob pressão, a pesquisa revelou que 15% deles usam medicamentos para controlar o estresse e a ansiedade.

(http://noticias.r7.com/saude/noticias/comum-no-brasil-automedicacao-pode-levar-ao-vicio-em-remedios-20110805.html)
Vício em remédio quase matou Eminem.
Rapper teria feito ingestão exagerada de medicamento utilizado no tratamento de dependência química.
(19/10/2011)

Mundo – Eminem contou à revista “Rolling Stone” que sua dependência em remédios quase o levou a morte. O rapper disse que esteve a duas horas de perder a vida por conta de uma super dosagem de um analgésico usado para o tratamento de dependentes químicos em 2007.
Segundo o cantor, o médico que o atendeu disse que ele havia ingerido uma quantidade do remédio equivalente a quatro sacos de heroína. O músico disse ainda que também foi viciado em um tarja preta usado para combater insônia e que a droga lhe causou sérios problemas de memória.
“Não sei se você já tomou Ambien [nome do remédio], mas é um ‘apagador de memórias’, destrói suas células cerebrais. Essa droga varreu cinco anos de minha vida”, relatou.
Eminem disse que chegou a tomar 60 comprimidos de tranqüilizante e 30 analgésicos por dia no auge de sua dependência. A tábua de salvação do loiro foi o cantor Elton John. O rapper garantiu que foi o inglês quem o ajudou a sair do vício. “Ele me liga uma vez por semana para saber se está tudo bem e me animar”, afirmou.
(http://notapajos.globo.com/lernoticias.asp?id=44728&noticia=V%C3%ADcio%20em%20rem%C3%A9dio%20quase%20matou%20Eminem)

Elabore um texto dissertativo de, no mínimo, 25 linhas e, no máximo, 30, sobre a seguinte temática: Remédios: a linha tênue entre solução e o vício. Utilize os textos de apoio como base para a sua argumentação. Dê um título para o seu texto e use a linguagem culta como forma de expressão.

PROPOSTA II

“A população brasileira está envelhecendo. Já são mais de 10 milhões de brasileiros com mais de 65 anos e a previsão é de que esse crescimento se acelere. Com o avançar da idade aumentam os risco de várias doenças, portanto é necessário redobrar os cuidados para viver a Terceira Idade com muita saúde”.

(http://boasaude.uol.com.br/lib/showdoc.cfm?LibCatID= 1&Search=mamografia&LibDocID=4673)

VIDA ATIVA NA MELHOR IDADE

(Marília de Goyaz1)

Nas sociedades orientais, o idoso é valorizado pela sua sabedoria e pelo acúmulo de conhecimentos que detém. Essa concepção prevaleceu por algum tempo também em algumas sociedades ocidentais mais antigas. Na atualidade, os idosos passam por inúmeras situações de descaso e, até mesmo, desprezo culminando com a exclusão social dos mesmos, por serem considerados improdutivos por uma grande parcela da sociedade. Não é raro encontrarmos idosos ignorados e/ou abandonados no próprio seio familiar.
A população de idosos vem crescendo e a concepção equivocada de que a velhice é um período de decadência física e mental – o idoso completamente dependente e improdutivo e causa transtornos tanto para a família como para os que o cercam – tem prejudicado o seu convívio social, limitando ainda mais suas possibilidades de ação na busca de uma vida digna.
Sabemos que, com o processo de envelhecimento, ocorrem mudanças fisiológicas (WEINECK,1991), psicológicas e sociais que influenciam o comportamento do idoso. Há um declínio gradual das aptidões físicas, surgem alguns distúrbios orgânicos, o corpo sofre modificações, tais como: aparecimento de rugas, embranquecimento dos cabelos, diminuição das capacidades auditiva e visual e lentidão no andar
Esse processo é biologicamente normal e evolui, progressivamente, não se dá, necessariamente, em paralelo ao avanço da idade cronológica. Pode ocorrer variação individual e prevalência sobre o envelhecimento cronológico. Com isso, o idoso tende a modificar seus hábitos de vida e rotinas diárias passando a ocupar-se de atividades pouco ativas e, assim, reduzir seu desempenho físico, suas habilidades motoras, sua capacidade de concentração, de reação e de coordenação. Esses efeitos da diminuição do desempenho físico acabam dificultando a realização das atividades diárias e a manutenção de um estilo de vida saudável, gera apatia, auto desvalorização, insegurança e, conseqüentemente, leva o idoso ao isolamento social e à solidão.
(…)

É, extremamente, importante propiciar situações em que o idoso aprenda a lidar com as transformações que ocorrem no seu corpo, tirando proveito da sua condição, conquistando sua autonomia, sentindo-se sujeito da sua própria história. No entanto, nem sempre a família está preparada ou em condições de desencadear esse processo, tendo em vista que as obrigações diárias, às vezes, dificultam uma dedicação especial ao idoso. Assim, há a possibilidade da família recorrer a profissionais especializados para desenvolverem projetos direcionados ao idoso, buscando garantir ao mesmo o direito à qualidade de vida almejada e merecida.

(http://www.proec.ufg.br/revista_ufg/idoso/vida.html- adaptado)

Proposta:

Elabore um texto dissertativo de no mínimo 25 linhas e no máximo 30, sobre a seguinte temática: A saúde na terceira idade. Utilize os textos de apoio como base para a sua argumentação. Dê um título para o seu texto e use a linguagem culta como forma de expressão.

PROPOSTA III:

Texto I

Medicina

As doenças da emoção
A medicina psicossomática deixou de ser um ramo de segunda classe. A influência dos sentimentos sobre a saúde física nunca foi tão pesquisada e o controle das perturbações psíquicas entrou para os receituários clínicos

Sentimentos revelados
Comportamentos histriônicos ou contidos demais favorecem as doenças psicossomáticas. Entender e expressar as emoções é a melhor forma de se proteger

http://veja.abril.com.br/051207/p_160.shtml

Texto II

As doenças psicossomáticas são provocadas por distúrbios emocionais, como estresse, depressão, etc., e descontroles dos processos mentais. Essas doenças se diferem das doenças orgânicas.
Estes problemas emocionais são responsáveis pelo desenvolvimento de sintomas que provocam danos no corpo humano como, diarréia, herpes, enxaqueca, reumatismo, úlcera, etc.
O nosso corpo expressa as emoções através de algumas manifestações físicas como calor, dores de barriga, travamento dos dentes, etc.
As doenças psicossomáticas podem se desenvolver, tornando-se uma doença grave, qualquer pessoa pode ter esta doença.

(http://www.colegioweb.com.br/biologia/doencas-psicossomaticas.html)

Texto III

O impacto das emoções na saúde está sendo cada vez mais estudado pelos médicos, apesar de não ser novidade. O grego Hipócrates, considerado o Pai da Medicina, já sabia no século IV a.C do que elas eram capazes.
Mas foi só a partir da metade do século XX que a medicina ocidental começou a perceber que a ligação entre sentimentos negativos e doenças não é mera coincidência. Da mesma forma, a alegria e o otimismo são traços marcantes de pacientes saudáveis ou que se recuperam dos problemas de saúde com rapidez. Mas não dá para afirmar que as emoções são responsáveis por todos os males. Fatores genéticos, hereditários e ambientais exercem sua influência no surgimento das doenças. Porém, a cada dia que passa, os profissionais admitem que a dobradinha psiquismo e emoções tem grande importância nessa história.

(http://jesikapsicanalise.blogspot.com/2010/03/emocoes-e-sua-importancia-para-saude.html)

Elabore um texto dissertativo de no mínimo 25 linhas e no máximo 30, sobre a seguinte temática: A importância das emoções na área médica. Coloque o tema como título do seu texto. Use a linguagem culta como forma de expressão.