O Prof. Luiz Cláudio Jubilato está temporariamente afastado por motivos de saúde, portanto ficará sem escrever para esta coluna por um breve período. Em breve, o professor retorna às atividades normais, com muitas novidades e histórias para contar.
18
jan
O ENEM NÃO É DE NINGUÉM
por Luiz Cláudio
Apesar de o Ministro Fernando Hadad ter garantido que o MEC e o INEP tinham infraestrutura para bancar o ENEM, na prática isso não se confirmou mais uma vez. O Criar – Sistema de Ensino de Língua Portuguesa – promoveu um encontro entre os principais vestibulares do estado de São Paulo e convidou o INEP a mandar um representante. Diante da negativa, pediu à presidente Malvina Tutman que respondesse a uma série de perguntas sobre o que poderia ocorrer com as provas desse ano. Uma das perguntas girava justamente sobre a quantidade de alunos que, em 2010, recorreu à justiça por se considerarem injustiçados em relações às notas da prova de redação. A presidente garantiu-nos que isso nunca tinha acontecido, o que verificamos, mais tarde, não ser verdade, a não ser que os grandes veículos de comunicação sejam grandes mentirosos.
Em 2011, o vazamento de questões em Fortaleza mostrou o tamanho da incompetência dos elaboradores da prova, já que as questões da chamada PROVA TESTE aplicada um ano antes para aferir se a prova estava devidamente balanceada não foram separadas das outras do banco de questões e, por isso, ficaram sujeitas a serem utilizadas nas provas seguintes, o que de fato ocorreu.
Se isso ocorreu, imagine o que deve ter ocorrido em relação a tantas outras coisas mais complexas que envolvem a elaboração, distribuição e correção dessa prova. Os critérios de correção da redação padecem de falhas como quaisquer critérios, não há os perfeitos, no entanto as pessoas que os aplicarão têm realmente competência para aplicá-lo. Não posso dizer com clareza, pois não participei do processo de correção, mas me causou profundo espanto que um aluno tenha tirado zero na prova e, com a recorreção, tenha chegado a 880 pontos. É uma diferença gritante, entre o aluno eliminado da classificação no SISU e um aluno com grandes chances de passar numa faculdade de ponta.
Não acredito na edição do ENEM de abril, pois, se não há estrutura para fazer uma prova por ano, que dirá duas. A única edição deverá acontecer em novembro, depois das eleições, para que as lambanças do MEC e do INEP não atrapalhem a candidatura do senhor Fernando Hadad a prefeito de São Paulo.
Chega ao ministério o senhor Aloísio Mercadante que deve ser um gênio tal o número de cargos díspares que ocupa no governo petista. Como ele não mostrou serviço no ministério de Ciência e Tecnologia, não se espera nada de auspicioso no Ministério da Educação. Pobre Brasil! Os mosquitos continuam os mesmos, mas a m…
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13
jan
DICAS PARA A PROVA DA UNICAMP
por Luiz Cláudio
A prova da UNICAMP, na segunda fase, é para o aluno que tem noções gerais das diversas disciplinas e não é especialista em nada. As questões são acima da média, portanto não é uma prova fácil. Além disso, boa parte das respostas se encontra no próprio enunciado. Uma leitura atenta e detalhada de cada enunciado pode fazer a diferença.
1. As questões de língua portuguesa abordam, geralmente, os vícios de linguagem.
2. Não adianta saber regras gramaticais, as questões giram em torno da aplicabilidade dessas regras dentro da diferença entre norma culta e coloquialismo.
3. A maioria das questões versa sobre o emprego das conjunções, dos verbos e dos pronomes relativos, dos casos de regência e concordância.
4. Em relação às obras literárias, deve-se tomar cuidado com o enunciado da questão, pois, caso ele faça referência a apenas um trecho da obra, deve-se esquecer o todo. Muitas vezes, aquele trecho da obra aborda um aspecto específico da obra que foge do âmbito geral. Caso o trecho sirva apenas como referência, deve-se, então, buscar o todo.
5. Não adianta conhecer apenas algumas obras da listagem oficial, pois as questões relacionam as obras, como fez a FUVEST, por exemplo, ao abordar a visão idealizada da terra, em “Capitães da Areia”, em oposição à realista de “Vidas Secas”.
6. É importante observar situações como: a diferença entre a musa romântica, idealizada, como Iracema, a retomada dessa idealização, em Capitães da Areia, com a morte de Dora, e a postura anti-romântica em relação a Luisinha e Sinhá Vitória. Ou a diferença entre o socialismo idealizado de Pedro Bala em oposição à impotência de Fabiano diante dos poderosos, quando pensava em ser cangaceiro e fazer a revolução do “eu” sozinho.
7. Não dá tempo para fazer rascunho, portanto o ideal é responder as questões a lápis, verificar se há erros e depois passar a tinta preta por cima. Não deixe a lápis, porque não será corrigida.
8. Suas respostas precisam ser claras e objetivas, sem os chamados “adendos explicativos”, ou seja, o famoso “encher linguiça”. Responda apenas o que foi solicitado.
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11
jan
HISTÓRIA DE BASTIDORES
por Luiz Cláudio
I – Dizem que vestibular é como sexo: Não importa como, o importante é estar dentro. Por isso mesmo, dois alunos fizeram inscrição juntos com a perspectiva de sentarem um do lado o outro e assim poderem colar à vontade, pois desenvolveram vários métodos para se comunicarem. O da piscada de olho, então, era visto como uma das oito maiores invenções da história. A sorte os bafejou, porque a jogada de sentarem muito perto um do outro, deu certo. No entanto, entre eles, haveria outro aluno, o qual convenceriam, antes das provas, a participar da tramoia ou iriam simplesmente ignorá-lo. O primeiro azar foi que, no dia anterior, devido à queda de resistência física, um deles pegou conjuntivite. Usar óculos escuros se tornou fundamental. O segundo foi ter entre si um dos alunos mais “malas sem alça” da escola, com fama de dedo-duro. Invenções fantásticas sempre convivem com contratempos.
II – Um professor de física apostou uma garrafa de vinho com o de matemática que FULANO DE TAL passaria no vestibular com um pé nas costas, em primeiro ou segundo lugar, porque era um dos melhores alunos da escola em todos os tempos. O matemático alegava que, apesar de bom aluno, FULANO DE TAL era muito inseguro e, por isso, muito nervoso. Preferia apostar no SICRANO, que não era tão aplicado, mas se saia melhor das situações complicadas. Foi acordado, então, que mais uma garrafa de vinho entraria na aposta caso SICRANO ficasse na frente do FULANO DE TAL. No dia da prova, FULANO DE TAL, nervoso demais, passou mal, desmaiou, sofreu uma convulsão e acordou ao lado da equipe de socorro. Ao seu lado, para seu alívio, estava um rosto conhecido, SICRANO, seu amigo inseparável há anos que, por solidariedade, não foi fazer a prova, tão preocupado e assustado que estava. Desiludidos, os professores decidiram beber as duas garrafas juntos. Por não ser exata, a alma humana prega peças nos cartesianos.
III – Depois de sete anos tentando medicina, o rapaz alto, de voz grave, discutiu com o professor que o colocou contra a parede: “Você não estuda pra fazer medicina. Há tempos vem marcando passo, porque precisa provar para si mesmo que é capaz de passar nesse curso e seguir os passos de seu pai”. Chateado, virou-lhe as costas depois de muitos anos de parceria. Silenciou-se durante o mês de provas, não compareceu às revisões nem atendeu os telefonemas. Em fevereiro, apareceu na escola com a cabeça raspada. Aproximou-se do velho parceiro, olhou-o nos olhos e disse: “Obrigado, professor”. “Pelo que?”, perguntou-lhe o amigo. “Por ter me aberto os olhos”. “Como assim?”, inquiriu-lhe surpreso. “Passei na PUC-SP, em direito. Vou ver se esse é o meu caminho. Acredito que sim”. Dez anos se passaram, e esse sempre aluno/amigo é um bem sucedido advogado de empresas.
IV – O aluno, no fundo da sala, fazia piadinhas com as roupas do professor. Os outros, ao seu lado, riam. O professor, de longe, apenas o olhava. Com desdém, o aluno olhava para o quadro negro, sem querer ler o que nele estava escrito. Lá pelas tantas, avisa a todos que faria uma pergunta bombástica. Todos pararam para ouvir. “Professor, pra que a gente aprende essa merda aí?” A turma veio abaixo, todos olhavam para a lousa às gargalhadas. Impassível, o mestre experiente respondeu-lhe sem alterar a voz: “Para diferenciar você dá vaca da sua fazenda, porque, por enquanto, vocês são iguais”. Silêncio sepulcral.
V – O diretor da escola entrou em todas as salas de aula da escola para dizer aos alunos que o professor demitido dava a matéria de forma errada, que erotizava a literatura etc. Espantados, os alunos que não sabiam da demissão, lhe perguntaram: “Mas, por que, só agora, vocês vêm nos dizer isso? Como não fiscalizaram isso antes?” O diretor, com claros sinais de embriaguez, afirmou que providências seriam tomadas para reparar os danos causados por tão incompetente figura. Assustados, uma comissão de alunos foi procurar o professor que lhes garantiu que os problemas de bastidores foram os causadores de sua demissão e não qualquer coisa ligada a sua competência profissional. Uma aula foi marcada no coreto da praça em frente à escola. Os alunos compareceram em massa. Os bedéis da escola fingiram que não viram a concentração. A maior parte dos alunos passou no vestibular.
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10
jan
Enem: defensor federal move ação contra o MEC
por Luiz Cláudio
O Globo – 10/01/2012
Medida tem objetivo de permitir que candidatos do exame consigam acesso à correção da redação
A Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro (DPU-RJ) vai ajuizar uma ação civil pública hoje pedindo à Justiça que estenda a todos os candidatos do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) o direito à revisão da redação. Ontem, o juiz Gustavo Arruda Macedo, da 2ª Vara Federal da Justiça no Rio, concedeu mais quatro liminares garantindo a vista de provas. Com isso, subiu para 16 o número de estudantes cariocas que ganharam acesso à correção. No entanto, o Ministério da Educação (MEC) manteve a nota nos cinco casos julgados até agora.
De acordo com o defensor federal Daniel Macedo, mais de 20 candidatos procuraram a DPU-RJ para reivindicar o direito de revisão da redação. Ele explica que a ação coletiva tem o objetivo de beneficiar candidatos que não tenham condições de entrar com ações individuais.
- Esse procedimento do MEC de inviabilizar o acesso aos espelhos das redações contraria o princípio da igualdade, da moralidade administrativa, da competição e da publicidade. O candidato tem que saber os critérios utilizados na correção para eventualmente recorrer da nota – explica Macedo.
MEC cogita erro de digitação em revisão de nota de aluna
Em um dos casos mais discrepantes, a estudante carioca Bianca Peixoto teve três notas diferentes atribuídas ao seu texto: 800, 0 e 440 (em um máximo de 1.000). Ela teve acesso à redação e redigiu um recurso com ajuda de dois professores, enviado ao MEC por email. No sábado, recebeu uma resposta do MEC com informações conflitantes: no terceiro parágrafo, informa-se que “a nota atribuída ao participante pelo corretor-supervisor foi de 680″ e, no quinto, que “a observação dos critérios (…) mostra a justeza da pontuação do corretor supervisor, 440″.
Também por email, a assessoria de imprensa do MEC disse que “pode ter sido um erro de digitação, e a nota dela é 440 e está mantida”. No entanto, segundo Diogo Rezende, advogado de Bianca, o 3º Juizado Especial Federal mandaria intimar o MEC para correção da nota.
- O juiz deu prazo de 24 horas para o MEC corrigir a nota para 680 sob pena de multa – disse Rezende.
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08
jan
REDAÇÃO NA FUVEST HOJE
por Luiz Cláudio
A prova de redação da FUVEST tem alguns ingredientes únicos, por isso preste atenção:
1. A dissertação em 1a pessoa (eu/nós) pode ser utilizada sem medo de ser feliz. No entanto, é preciso tomar cuidado com o “eu” para não particularizar demais o texto e não incorrer na narração, sem perceber.
2. A banca examinadora valoriza, sobremaneira, o candidato que sabe estabelecer relações de ideias e, por isso, faz com que seu texto se torne mais didático e mais incisivo.
3. Defender uma tese inusitada não é problema, desde que os argumentos sejam bem colocados, por isso não descarte nenhuma ideia, por mais absurda que pareça. No absurdo, pode estar inserida a sua autoria.
4. Valorize os argumentos seguidos de exemplificações que estabeleçam relações entre a sua cultura pessoal e elementos extraídos da coletânea.
5. A FUVEST opta por temas ligados a mudanças de comportamento social na nossa sociedade atual, portanto quem tem boas noções de filosofia e sociologia, além de história e literatura, pode se dar melhor.
6. Você terá, no máximo, duas horas para fazer a redação.
7. Seu limite é de 30 linhas, mas é possível passar um pouco.
8. Dê um título criativo ao seu texto.
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21
dez
FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO.
por Luiz Cláudio
Nesses primeiros meses de trabalho quero dizer a todos que acompanham o blog da imensa satisfação de fazê-lo. Aqueles que passam sempre por aqui ajudam a divulgá-lo, os que deixam seus comentários e suas dúvidas também.
Estaremos em recesso até o dia 05 de janeiro, mas, caso haja novidades, estaremos sempre de prontidão para informá-los.
Um Natal maravilhoso e um 2012 repleto de grandes realizações. É o que desejo a todos.
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19
dez
LINKS INTERESSANTES PARA A PROVA DA UNESP
por Luiz Cláudio
SUGESTÕES DO PROFESSOR MARCELO GÓES
BONS LINKS:
http://diplo.org.br/2004-03,a885
http://diplo.org.br/2008-05,a2305
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/luizcaversan/ult513u493823.shtml
http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/kavita_ramdas_radical_women_embracing_tradition.html (VÍDEO)
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14
dez
NÓS, PROFESSORES, EM TEMPOS DE CRISE
por Luiz Cláudio
Antes de serem fechados os portões, estamos nós lá esperando pelos nossos pupilos. Geralmente, oscilamos entre a preocupação e a torcida declarada. Um abraço aqui, um aperto de mão ali e o suor escorre por nosso rosto, como escorre pelo rosto de qualquer mortal em temp
os de sauna a céu aberto. Nós também sofremos de TPV, ou seja, tensão pré-vestibular. Queremos muito acertar o tema da prova. Esperamos que o examinador peça justamente o que demos em sala de aula, porque nossos jovens pupilos confiam no que fazemos. Ou, pelo menos, deveriam.
A maratona de vestibulares nos afeta também. Nessa época, somos como baterias descarregando. A cada nova aula, a cada novo bate-papo, a cada novo esporro, estamos convencidos de que um pouco de nós vai com nossos alunos. Também estamos cansados, impacientes, mas não podemos fraquejar, afinal um ano de trabalho está sendo medido nessas provas. Um erro… e a última imagem é a que fica…
Se pudéssemos, sentaríamos no lugar daqueles com os quais mais nos identificamos para fazer suas provas. Quando não conseguimos transformá-los, a sensação de impotência se torna brutalmente ruim. Gostaríamos de andar com uma injeção de gasolina para aplicarmos nas veias dos desiludidos.
Nosso aluno faz vestibular uma, duas, três vezes… Nós fazemos todo ano. No meu caso, há 30 anos. Somos aferidos a cada prova e nosso trabalho está em xeque a cada exame. Muitos professores entram em depressão por não suportarem a pressão por resultados. Vários abandonam a carreira devido ao estresse excessivo. Os que ficam, envolvem-se tanto que, como dizem, o trabalho transforma-se numa cachaça, num vício.
Professores são seres idealistas. Um abraço, um aperto de mão, um sorriso de agradecimento faz com que esqueçam as brigas com quem não faz os exercícios, com os que fazem piadinhas durante todas as aulas, com os que chegam atrasado, com os que não querem aprender. O salário pode não ser bom, mas o reconhecimento pesa muito mais.
Num país em que pouca gente quer aprender, inclusive vários professores, os que chegam ao final do ano se doando a cada aula podem ser considerados verdadeiros heróis. No próximo ano, no primeiro dia de aula, acharão seus alunos ruins, despreparados, imaturos, mas começarão a pensar em estratégias para convencê-los a melhorar. Mais uma vez, apesar do aluno, vão tentar fazê-lo vislumbrar o futuro.
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06
dez
CUIDADOS COM OS EXCESSOS NESSA ÉPOCA DO ANO
por Luiz Cláudio
Desde que a UNESP soltou os seus resultados, tivemos dois comportamentos extremos e antagônicos. De um lado, alunos se desiludiram a ponto de não verem mais perspectivas em futuras provas; do outro, alguns se matricularam em quantos cursos puderam para conseguirem fazer em duas semanas o que não conseguiram em um ano de estudo.
Cuidado com comportamentos extremos, ambos podem levá-lo(a) a ser derrotado(a) no vestibular. Entregar os pontos pode ser fatal, numa fase em que há muita água rolando debaixo da ponte. Já vi muita gente não passar na UNESP, mas ir para a segunda fase da FUVEST. Desesperada, agarra-se a um monte de salvadores da pátria, porém o tempo é a sua maior inimiga.
Começar a virar noites estudando ou fazer mil cursinhos de apoio não adianta nada. A exaustão é uma inimiga cruel. O corpo descansa em um dois dias, contudo a mente leva bem mais tempo. Uma pessoa cansada é incapaz de fazer uma boa prova. Você sabe disso. Já passou por isso nos últimos tempos, principalmente quem fez PUCCAMP no sábado e FUVEST no domingo.
Não fuja da sua rotina de estudos. Frequente as revisões, porque os professores têm maior experiência que você nessas questões. Tire dúvidas e até se matricule em cursos de apoio, mas com horários humanos, afinal você não é nenhuma máquina. E, na hora de dormir, dormir.
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