15

mar

CAMARÃO COM NATA NA CHAMPAGNE

por Luiz Augusto

Camarões prontos para o abate

Longa ausência e sentida.

A verdade é que não tenho conseguido ao menos cozinhar.

O que tem atrapalhado muito a minha constância aqui no bolg.

As atividades que dominam o meu tempo, mas não o meu coração tem tomado até mesmo os bons momentos em família.

Quem dera, então poder escrever aqui com a regularidade que eu gostaria.

Até o fogão lá em casa está com saudades…

Mas paremos com as lamentações e passemos a nossa receita.

Hoje quero aproveitar para trazer uma receita que fiz há alguns dias e estava uma delícia.

Afinal, tirando quem não pode, quem consegue não gostar de camarão? Deve ter um monte de gente, mas eu graças a Deus não conheço ninguém.

Assim, combinando-o com poucos ingredientes é possível fazer pratos requintados, saborosos e extremamente apetitosos.

É o caso do nosso prato à seguir.

Divida em pequenas porções se a chama não for muito forte

Vamos aos ingredientes:

  • 1Kg de Camarões médios limpos;
  • 300 ml de Champagne Brutt (Pode ser substituído por espumante seco);
  • 1 Pote de 400 ml de creme de leite fresco (Nata);
  • 2 Dentes de alho amassados;
  • Salsinha picada;
  • Suco de 1 limão;
  • 1 Pitada de noz-moscada;
  • 1 ½ Colheres de manteiga;
  • Sal e pimenta do reino.

PREPARO

Com os camarões refogados, depeje a champagne

Tempere os camarões com o alho, o suco de limão, sal e pimenta. Deixe curtir no tempero por 30 minutos, coberto em geladeira.

Derreta parte da manteiga e refogue rapidamente os camarões até que eles fiquem rosados. Se a chama do seu fogão não for muito potente, refogue em estágios usando somente a manteiga necessária.

Assim que todos os camarões estejam rosados, com a frigideira bem quente, despeje a champagne e mexa suavemente para que o alcool evapore.

Colcoque a nata, abaixe o fogo e mexa bem.

Acrescente a salsinha e a noz-moscada, sempre mexendo até pequenas bolhas se formarem no molho.

Prove para equilibrar o sal e a pimenta.

Está pronto.

Eu chutei o balde e usei Capeletti de queijos e muito queijo ralado

Você pode combinar com arroz branco parboilizado, tipo 1 ou incrementar com o meu amado arroz tailandês.

Se quiser tornar mais saudável, substitua o arroz por quinoa.

Ou chute o balde e o combine com uma bela massa, como eu fiz.

Harmoniza muito bem com champagne e espumantes em geral, mesmo os suaves.

Vinhos branco também aprimoram a combinação de aromas e sabores, destacando-se o Pinot Grigio, mas também combinando com Chardonnay e Sauvignon Blanc.

Quanto às cervejas, recomenda aquelas de baixa fermentação, feitas pelo método Lager, que inclui as famosas pilsen, ente outras saborosas, mas menos célebres.

Para quem não é chegado em bebidas alcóolicas, recomendo procurar o suco de Cranberries.

Saúde!

PS. Quero aproveitar este espaço para saudar fraternalmente o pessoal da DUM Cervejaria pelo lançamento da Wals Petroleum, em Curitiba na próxima terça-feira. Maiores informações no site da DUM: www.dumcervejaria.com.br/

31

jan

KIBE FRITO OCO

por Luiz Augusto

Kibes fritos à perfeição com Hommus, limão e vinagrete libanês

Após longas e merecidas férias, o estupendo volta premiando aqueles que tiveram paciência.

Quem nos acompanha sabe bem da influência de minha avó Lybia no conhecimento e preparo de alguns pratos, pois não me canso de mencioná-la.
Este prato delicioso e surpreendentemente leve, eu tive a honra de aprender com ela, apesar de ainda precisar aprimorar muito para poder igualá-la.
Aliás, há alguns anos minha mãe precisava preparar um jantar árabe e estava um pouco preocupada quanto ao preparo dos kibes fritos.

Bolinha de Kibe cru

Eu disse que a ajudaria, mas o volume era grande e realmente preocupante.
Eis que o interfone toca e o reforço era nada menos do que minha avó acompanhada da tia Elza.

Molde com o polegar no centro

Os kibes fritos com certeza seriam feitos a tempo e eu teria, e realmente tive, o grande prazer de cozinhar com “monstros sagrados” da cozinha árabe. Quem as conheceu sabe que eu não estou mentindo, nem aumentando.
Até hoje brinco que não joguei bola com o Pelé, não dirigi com o Senna, não joguei basquete com o Michael Jordan, mas enrolei kibes com a vó Lybia e com a tia Elza. Um feito para um

amador como eu.

Com o outro polegar afine a extremidade

Memórias e brincadeiras a parte, vamos ao que interessa.

Meio caminho andado

A receita do quibe cru você encontra na postagem anterior, clicando aqui.

A diferença está apenas na necessidade de óleo para frituras, snoubar ou pignoli e uma frigideira.
Li na semana que passou, que as frituras em óleo de girassol e azeite de oliva não contribuem para o aumento do risco cardíaco, razão pela qual recomendarei o óleo de girassol.

Os kibes prontos para serem fritos

Assim, com o quibe cru faça pequenas bolas do tamanho da palma da sua mão.

Molde em volta do polegar, fazendo com que a ponta fique pontiaguda.

Óleo suficiente e poucos kibes por fritada - o segredo para a fritura perfeita

Retire do dedo, coloque dentro do quibe um snoubar e uma colherinha de café rasa de manteiga.
Gentilmente, molde o lado aberto para que feche e a ponta fique pontiaguda como o outro lado.
Se tiver com dificuldades no preparo, umedecer as mão entre um quibe e outro facilita o processo.
Coloque algo em torno de um dedo de óleo de girassol, cobrindo todo o fundo de uma frigideira e aqueça.

Snoubar ou Pignoli - Um toque todo especial com a manteiga

Assim que o óleo estiver bem quente, frite cada lado dos quibes, inserindo o suficiente para que eles não se encostem dentro da frigideira.
Retire-os quando estiverem com uma coloração marrom escura e deixe em papel toalha para que saia o excesso de óleo.
Recomendo as pastas árabes para acompanhamento (Cujas receitas estarei postando oportunamente) e o vinagrete que está na mesma postagem do quibe cru.
Bom apetite e bom proveito.

15

dez

MADALENA ESTILIZADA

por Luiz Augusto

Madalena, Madalena, você é meu bem querer…

Muita gente conhece o samba e o prato, apesar dos nomes distintos que leva em regiões diferentes, como escondidinho e outras denominações.

Aqui nas bandas da minha casa, sempre o conhecemos pelo nome de Madalena.

O prato parece um belo “restó d’onté”, como dizem aqueles que brincam com a reutilização das sobras de comida do dia anterior.

Isto porque leva purê de batata como base, carne moída e ovos cozidos como recheio, cobertos por outra camada de purê de batata, que depois vai ao forno para gratinar.

Nossa receita irá modificar a receita, mas não a forma, deixando o prato mais saboroso e diferente de tudo o que você já comeu.

Darei as dicas para fazer do zero, mas você pode comprar aqueles purês de batata pré-prontos, perdendo um pouco em sabor, mas ganhando muito em tempo.

Para o Purê de Batatas você irá precisar de:

  • 10 Batatas de bom tamanho (Monalisa, Rosa ou Binje);
  • 100 gramas de Manteiga sem sal;
  • Sal a gosto;
  • Pimenta do reino à gosto.

Lave bem as batatas, retirando talos que tenham brotado ou outras imperfeições.

Se quiser um purê rústico, coloque as batatas para cozinhar com casca e tudo.

Se não, descasque-as e coloque para cozinhar até que escorreguem do garfo quando espetadas.

Escorra bem e coloque em uma travessa.

Com um garfo amasse as batatas e adicione a manteiga gradualmente, mexendo continuamente para deixar bem aerado.

Tempere com o sal e a pimenta e reserve.

Para o purê de Cenouras você irá precisar:

  • 10 Cenouras de bom tamanho;
  • 1 Colher (Sopa) de manteiga sem sal;
  • 1 Colher (Sopa) de Farinha de trigo;
  • Uma pitada de noz-moscada;
  • Sal;
  • Pimenta do reino.

Descasque as cenouras e dispense os talos.

Cozinhe até que estejam macias.

Em um triturador de alimentos, misture todos os ingredientes, inserindo gradativamente a farinha para que não empelote.

Reserve.

Para o recheio você irá precisar:

  • 800 gramas de Carneiro desossado (Picanha, paleta, lombo ou pernil);
  • 400 ml de vinho tinto seco;
  • Folhas de sálvia;
  • 2 Colheres (Sopa) de manteiga, bem cheias;
  • 50 ml de leite integral;
  • 1 Colher (Sopa) rasa de farinha de trigo;
  • Sal;
  • Pimenta do reino;
  • 4 Sementes de coentro moídas;
  • 6 ovos de codorna.

Retire o excesso de gordura da carne e pique em pedaços bem pequenos.

Tempere com o sal, a pimenta e o coentro.

Em um triturador de alimentos, misture a manteiga e a sálvia.

Em uma frigideira, derreta a manteiga de sálvia e doure a carne.

Assim que a carne estiver na coloração adequada, misture a farinha de trigo e mexa bem.

Em seguida despeje o vinho e deixe ferver bem para que o álcool evapore.

Baixe o fogo, misture o leite e reduza o molho para que fique bem espesso.

Reserve.

Cozinhe os ovos de codorna e reserve.

Unte uma travessa e cubra todo o fundo com uma boa camada de purê de batatas.

Despeje a carne por toda a travessa e espalhe ovos de codorna cozidos e sem casca pela superfície.

Cubra com os purês de cenouras e batatas combinando as cores na forma que achar mais interessante.

Posicione pequenas tiras de mozzarella de búfala sobre o topo, com algumas folhas de sálvia.

Coloque no forno preaquecido à temperatura de 200º por cerca de 15 minutos ou até que o queijo esteja bem gratinado.

Se o molho da carne estiver muito ralo, coe e reserve para acompanhar a Madalena depois de pronta.

Acompanha com o mesmo vinho tinto que usar para preparar o prato, como um bom Malbec, como o Terrazas, o Norton Roble ou os Luigi Bosca.

Se preferir cervejas, pelo ar irlandês do prato, opte pelas Stout como a Guiness por exemplo.

Fico devendo as fotos…

22

nov

SALADA DE FATUCH

por Luiz Augusto

Salada de Fatuch

A postagem de hoje é dedicada a Dona Lybia Farah Araujo, minha avó querida, que partiu na semana passada, deixando muitas saudades.

No tempo em que morei com ela, pude aprender um pouco do seu caráter, brio e altivez únicos, que eu um dia talvez tenha com muito esforço, assim como o domínio da arte culinária que com certeza jamais terei como ela.

Costumo dizer que não tive a oportunidade de jogar futebol com o Pelé, basquete com o Michael Jordan ou pilotar com o Airton Senna, mas tive o prazer de cozinhar comida árabe com a vó Lybia.

Tomatinho em rodelas

Que Deus a tenha e te recompense por tudo o que foi e continuará sendo em nossos corações.

Agora, voltando à receita, preciso confessar que este é um prato que nunca comi na casa da Vó, seja porque ela sempre fazia pratos mais apurados da culinária árabe, seja por se tratar apenas de uma salada.

Uma salada deliciosa, todavia, que aprendi com um chef libanês, quando este possuía um restaurante em Curitiba na década de 90.

Especialmente porque combina o frescor das verduras com a crocância do pão sírio frito, além dos aromas e sabores dos temperos e especiarias do oriente médio.

A receita atual, todavia, já não segue mais aquela que aprendi, mas a que desenvolvi com o passar dos anos.

INGREDIENTES:

Alface rasgada à mão

  • 1 Cabeça de Alface americana;
  • 15 Tomatinhos cereja;
  • 2 Pepinos;
  • 1 Cebola roxa;
  • Folhas de Hortelã;
  • 3 Pães sírios;
  • Zattar;
  • Pimenta Síria;
  • Azeite de oliva;
  • Sal a gosto.

Cebola de molho para retirar acidez

Desfolhe a alface e deixe as folhas de molho em 2 litros de água com duas colheres de sopa de vinagre. Serve para higienizar.

Corte a cebola em rodelas finas e deixe de molho em 1 litro de água com 2 colheres de chá de açúcar.

Corte os tomates em pequenas rodelas e os pepinos em semi-rodelas.

Pepino em semi-rodelas, com um pouquinho da casca

Pique as folhas de hortelã.

Seque as folhas de alface e rasgue em pedaços, tamanho garfada.

Escorra a cebola e reserve.

Corte o pão sírio em tiras.

Zattar direto do Líbano

Aqueça uma frigideira com azeite de oliva e despeje pitadas de zattar e pimenta síria.

Coloque as tiras de pão sírio e misture, mexendo até tostá-las.

Misture tudo em uma saladeira, temperando com mais uma pitada de zattar, pimenta síria, sal e um fio de azeite.

Acompanhe tudo com uma bela garrafa de White Zinfandel do Vale de Napa na Califórnia.

Se preferir cerveja, abra uma Hoegaarden ou se tiver paciência, como diz o pessoal da Dum, seja recompensado com uma Grand Cru.

Salam Aleikum

Pimenta Síria

Zattar e azeite de oliva sendo aquecidos em frigideira

Pão sírio em tiras sendo tostado no zattar com azeite

11

nov

FUSILLET OU TAGLIARET

por Luiz Augusto

Fusillet

Caros leitores, estamos de volta, nesta véspera de feriado, para atiçar ainda mais o seu paladar, trazendo uma receita que combina alguns molhos que já nos referimos antes.
Hoje desejo apresentar um prato que me delicia desde a tenra idade, quando ainda morador do interior do estado vinha em visita a Curitiba.

Trata-se do Fusillet, servido por vários restaurantes em nossa capital, mas que me foi apresentado pelo restaurante Mamma Carmella, onde ainda o saboreio de tempos em tempos.

Na nossa receita, todavia, substituiremos o Fusilli por Talharim, seja em razão da maior dificuldade em se encontrar o Fusilli, seja porque eu tenho provado e aprovado a troca no restaurante citado no parágrafo anterior.

O prato é a bela combinação de um filé  à milanesa aos quatro queijos coberto com o mesmo molho, finalizado com molho sugo e então gratinado.

Hmmm, me deu água na boca.

Mas, voltando ao prato, teremos que rememorar outras postagens.

Filé Mignon inteiro e em fatias

Vamos aos ingredientes:

  • 1Kg de Filé Mignon limpo, em peça.
  • 3 ovos;
  • 1 Xícara de farinha de rosca;
  • ½ Xícara de farinha de trigo;
  • Sal a gosto;
  • Pimenta do reino a gosto;
  • Óleo para fritura;
  • 500g de Talharim de boa qualidade;
  • Azeite de oliva;
  • Molho 4 queijos (Lembram?);
  • Molho de tomates (Lembram?);
  • Queijo parmesão ralado grosso para gratinar.

Medalhões de Mignon

PREPARO

Recomendo duas formas de preparo da carne: fatiá-la em medalhões ou recheá-la com queijos.Nos dois casos o resultado fica muito bom.

Fatiando-se o filé em medalhões, se ganha em praticidade de servir.

Se a escolha for por rechear o Mignon, acentua-se o sabor dos queijos e fica mais fácil manter a suculência.

Filé Inteiro Recheado

Abordarei os dois métodos.

Para fazer em medalhões, corte o mignon em fatias de aproximadamente três dedos de espessura, tempere com sal e pimenta a gosto e reserve.

Para rechear, faça um corte na lateral do mignon e vá abrindo-o longitudinalmente, deixando um dos lados intacto. Abra-o e tempere com sal e pimenta a gosto. Insira fatias dos queijos que você mais gosta e feche novamente, prendendo a lateral onde foi feita o corte com palitos de dente e enrolando-se a carne com barbante para não que os queijos não vazem e o filé não abra. Reserve.

Deste ponto em diante o procedimento é o mesmo para ambos os casos.

Em um prato raso, coloque a farinha de trigo, preferencialmente peneirada e em um prato fundo coloque a farinha de rosca.

Milanesa na Cor Certa

Em outro prato fundo, bata os ovos (Sem cascas, é claro) com um garfo até que fiquem bem mexidos.

Coloque o óleo para aquecer em uma frigideira funda ou panela.

Passe a carne na farinha de trigo, em seguida nos ovos batidos e, por último na farinha de rosca.

A massa precisa ficar bem aderida à carne.

Fusilli "fatti a mano"

Frite de ambos os lados, até que a massa escureça.

Não se esqueça que a carne ainda vai ao forno e por isso deve ficar mal passada na fritura.

Seque em papel toalha.

Com cuidado para não desmanchar, retire os palitos e o barbante do filé recheado.

Talharim

Coloque a carne em uma forma alta.

Para a massa, aqueça a água para o cozimento.

Se você possui uma panela grande, aqueça pelo menos 4 litros de água.

Quando ferver, despeje duas colheres bem cheias de sal e um fio de azeite.

Deixe retomar a fervura e coloque a massa para cozinhar.

Aguarde o tempo recomendado e prove o talharim para ver se está al dente.

Molho Quatro Queijos

Escorra.

Despeje a maior parte do molho quatro queijos sobre a carne e sobre ela coloque a massa com o restante do molho.

Cubra com uma concha de molho de tomate e muito queijo ralado.

Pré-aqueça o forno e coloque a forma para gratinar por alguns minutos.

Molho de Tomates

Quando o molho borbulhar estará pronto.

Sirva com fatias de pão italiano assadas com alho picado e fio de azeite.

O prato combina bem com uma taça de Valpolicella Bolla ou Chianti Ruffino.

Cervejas Strong Golden Ale e Red Ale fazem também uma bela combinação.

Mangia che te fa bene.

Arrivederci!

31

out

KIBE CRU NA RECEITA DA DONA LEDA E ALGUNS PITACOS

por Luiz Augusto

Kibe Cru

Caros leitores, hoje trago uma das deliciosas receitas da dona Leda.

Dona Leda, além de minha mãe, é minha guru culinária, tendo moldado o meu paladar com as delícias com que sempre bem me alimentou.

Rasgação de seda à parte, minha mãe merece, não só pelo conhecimento e dom, mas especialmente pelo esforço e dedicação com que prepara suas iguarias.

O kibe cru ou kibbeh nayyeh, é um prato tradicional da culinária árabe, considerado originário do norte do Líbano. É muito popular e considerado o prato nacional não só no Líbano, mas também na Síria e no Iraque. É também comum no norte da África, na Turquia, na península arábica e em parte do Cáucaso, como na Armênia.

Graças ao bom Deus, imigrantes dessas regiões difundiram a receita para outras partes do mundo – em especial para o Brasil, onde se pode comer quibe frito em padarias, lanchonetes, restaurantes e bares.

Muitos são os restaurantes que fazem boas e deliciosas receitas de kibe em nosso país, alguns mesmo sem ter qualquer correlação com os países árabes.

A receita da Dona Leda, todavia, está diretamente ligada à nossa origem síria, dos Farah.

Não que isso por si só faça do prato uma iguaria, mas é uma boa referência.

Vamos aos ingredientes:

  • 1 kg de patinho moído(s)
  • ½ de Trigo para quibe;
  • 1 Cebola grande;
  • Folhas de Hortelã
  • Quanto baste de sal
  • 1 ½ Colher (Sopa) de pimenta síria;
  • 1 Colher (Sopa) de zattar;
  • Quanto baste de azeite extra virgem

Deixe o trigo de molho em água, preferencialmente em vasilha de vidro.

Esfregue o trigo com as mãos para ir lavando e descascando.

Troque a água diversas vezes, até que todas as impurezas sejam eliminadas e a água fique completamente limpa.

Espreme bem o trigo para eliminar toda a água.

Vinagrete Libanês

Rale a cebola e reserve.

Pique a hortelã bem fininha.

Misture todos os ingredientes até que a massa fique inteiramente homogênea.

Se você tiver moedor de carne em casa, sugiro uma nova moagem, como experimentei em uma restaurante há alguns anos.

O resultado é inacreditavelmente leve e homogêneo.

Deixe na geladeira  por mais ou menos uma hora antes de servir.

Sirva algo em torno de duas colheres (Sopa) de Kibe em um prato raso e amasse até que espalhe bem.

Em seguida, sirva uma generosa porção de azeite de oliva extra virgem e misture bem.

Coma com pão sírio, também conhecido por pão chato, pão folha ou pão francês bem fresco.

O kibe deverá ser consumido no mesmo dia, pois não se recomenda o seu consumo cru após este período.

Pode-se, contudo, guarda-lo para assar ou fritar (Darei a receita do kibe oco em alguns dias).

Para acompanhar, recomendo um vinagrete de cebola, tomate e hortelã, temperado com sal,limão e azeite de oliva.

Abra um bom Pinot Noir, que por ser bem eclético, combina com o kibe sem ser dominado pelos seus sabores peculiares.

Para os fãs de cerveja, recomendo as bock ou red ale, pois acredito que a combinação com cervejas mais encorpadas traz uma harmonização melhor.

Sempre lembrando que Harmonização não é uma ciência exata. O melhor vinho ou a melhor cerveja são aqueles que mais se gosta e cada um tem a sua preferência, sem que isso importe em ser a melhor combinação.

Bom apetite e boa refeição.

11

out

FILÉ DE PEIXE AO MOLHO BRANCO DE CAMARÃO

por Luiz Augusto

Camarões ao Molho Branco

Meus caros leitores, na postagem de hoje trago uma receita que experimentei em casa e recomendo muito.

Sei que não é fácil encontrar frutos do mar de boa qualidade e preço acessível nas cidades não litorâneas, mas acredito que, com um pouco de persistência, é possível encontrar peixes e camarões de boa qualidade e preços razoáveis nos principais centros urbanos.

E sempre é bom ressaltar que uma dieta a base de peixes tende a ser mais saudável que aquela baseada em carnes vermelhas.

Tá certo que eu não sou a pessoa mais certa para dizer isso, pois minha dieta inclui toneladas de carne vermelha, preferencialmente assada e mal passada.

Sou fã também dos frutos do mar. Adoro um bom petisco preparado com carinho.

E como o propósito de hoje é trazer uma receita saborosa e mais saudável, vamos ao que interessa.

INGREDIENTES

  • 1 Kg de Filé de peixe, sem pele ou espinhas ( Recomendo Linguado, Congrio, Pescada, Merluza ou Tilápia);
  • Farinha de Trigo;
  • Sal;
  • Pimenta do reino;
  • 2 Limões;
  • Óleo para fritura;
  • 1 Kg de Camarões descascados;
  • 3 Colheres (Sopa) de manteiga;
  • Salsinha picada;
  • 1 Pote de creme de leite fresco;
  • Noz Moscada ralada.

    Filé de Peixe - Usei a Tilápia, que não é do mar, mas é muito saborosa.

PREPARO

Tempere os filés de peixe e os camarões com sal, pimenta e o suco dos limões.

Deixe descansar no tempero por cerca de uma hora, virando os filés na metade do tempo.

Passe os filés na farinha de trigo e retire o excesso.

Aqueça uma frigideira com óleo suficiente para cobrir o fundo.

Frite os filés de peixe até dourar cada um dos lados.

Coloque-os em papel toalha para secar o excesso de óleo.

Em outra panela, derreta a manteiga e acrescente um pouco de azeite de oliva para não queimar.

Refogue os camarões até que eles fiquem avermelhados.

Despeje a salsinha picada e o creme de leite, mexendo bem.

Quando aquecer, desligue o fogo e salpique a noz moscada ralada, misturando a seguir.

Para acompanhar, recomendo arroz selvagem com limão, que não só dá um toque especial na combinação de sabores, mas também valoriza a estética do prato.

Harmonize com cervejas lager ou vinhos brancos, como o da uva Chardonnay.

Bom proveito e boa refeição.

07

out

SOBRECOXA DESOSSADA COM LÂMINAS TOSTADAS DE AMÊNDOA

por Luiz Augusto

Imagem meramente ilustrativa

Nobres leitores, após um longo período e alguns contratempos, incluindo uma intoxicação alimentar que lesionou o instrumento de trabalho deste blogueiro, retorno a este espaço para trazer mais uma receita que muito me agrada.

Apesar de preferir carnes vermelhas, entendo que a sobrecoxa é uma parte do frango que combina o sabor da carne escura com a leveza da carne branca.

Além disso, de uns tempos para cá, virei fanático pelas “nuts”.

A crocância das lâminas de amêndoa dão o toque todo especial para este molho agridoce.

Sem mais enrolação, vamos a receita.

INGREDIENTES

1 Sobrecoxa desossada e sem pele;

2 Colheres (Sopa) de lâminas de amêndoa;

1 Colher (Chá) de mel;

1 Colher (Sopa) de Balsâmico;

1 Colher (Sopa) de Mostarda Dijon;

Sal;

Pimenta do Reino;

1 Colher (Chá) de manteiga.

Imagem meramente ilustrativa

PREPARO

Tempere a carne com sal e pimenta e reserve.

Derreta a manteiga e deixe aquecer bem.

Doure a sobrecoxa de ambos os lados e reserve.

Abaixe o fogo e espalhe as lâminas de amêndoa pela frigideira.

Deixe tostar por uns 30 segundos e vire.

Despeje as colheres de mel e de balsâmico, junte novamente o frango e mexa bem.

Misture a colher de mostarda e pronto.

Se precisar, coloque mais um pouco de balsâmico para diluir um pouco o molho.

Para acompanhar Arroz com Côco e um Riesling gelado a 6 graus.

Cervejas de trigo também harmonizam bem.

Bom apetite.

16

set

BIFE DE CHORIZO A BRASILEIRA

por Luiz Augusto

CHORIZO!!!

Salve, salve amantes da culinária, amigos e curiosos. Sejam novamente benvindos, a este singelo espaço que se destina a, literalmente, deixá-los com água na boca.

Volto, mais uma vez, a falar de churrasco. Não consigo evitar meus desejos carnívoros mais íntimos.

Afinal, ninguém pode negar o poder aglutinador de um churrasco, com relação aos amigos, nem de sua capacidade de deliciar os amantes e apreciadores de uma carne bem feita, independentemente do corte ou do tipo de carne.

Pescados, frutos do mar, carnes ovina, suína ou bovina, além das carnes exóticas, agradam os apreciadores quando respeitados aqueles princípios que já elenquei em outras postagens: qualidade, higiene e procedência.

Hoje falarei sobre um corte argentino que, graças a Deus, se popularizou também em nosso país.

Trata-se do Bife de Chorizo que é o nosso contra-filé desossado. Não quero criar polêmicas, mas entendo haver um distinção muito grande entre o gado brasileiro e o argentino, seja pelas raças, seja pela criação.

Na minha ótica, a carne argentina, independentemente do corte, é muito mais tenra por apresentar a gordura entrelaçada na carne. Entendo que o fato de os pampas serem planos e não apresentarem maiores obstáculos para alimentação do gado, é fundamental para este fator.

Falo isso, porque quem já provou o autêntico Bife de Chorizo pode se decepcionar com o contra-filé e até achar que não se trata do mesmo corte.

Todavia, com um pouco de observação e procura é possível se preparar um delicioso prato, como na nossa receita, utilizando o produto nacional que pode ser encontrado em qualquer açougue ou supermercado, muitas vezes em peças inteiras naquelas embalagens à vácuo.

Onde se localiza???

Assim, vamos aos ingredientes:

  • 1 ½ de Contra-filé desossado;
  • Sal semi-grosso;
  • Pimenta do reino, preferencialmente moída na hora;
  • 1 Colher (Sopa) bem cheia de manteiga;
  • 2 Colheres (Sopa) de água.

Coloque na grelha o pedaço inteiro de contra-filé, com a gordura virada para o fogo.

Deixe assar a gordura por alguns minutos.

Retire do fogo e corte o contra-filé em fatias grossas de aproximadamente três dedos de espessura e 400 gramas de peso.

Tempere com a pimenta do reino.

Dilua a manteiga na água, deixando-a bem líquida. Pode se usar o micro-ondas para essa tarefa.

Coloque as fatias na grelha e sobre elas despeje a metade da manteiga diluída, divida entre os três pedaços.

Perceba a gordura entrelaçada na carne argentina

Quando assar bem o primeiro lado, vire as fatias e asse-as do outro lado.

Repita o procedimento com a manteiga no lado já assado e despeje o sal sobre as fatias.

Asse conforme a preferência. Quanto menos passado, mais tenro.

Para acompanhar faça uma farofa de alho, derretendo duas colheres bem cheias de sopa de manteiga e dourando 04 dentes de alho bem picados. Adicione então seis colheres de farinha de mandioca branca e mexa bem até dourar.

Harmonize com um bom Malbec como o Álamos.

Dentre as cervejas, tome uma Old Speckled Hen ou a novíssima weizenbock da Dum, que eu não me lembro o nome, mas recomendo.

Buen provetcho!

02

set

HAMBURGUER DE CHURRASQUEIRA

por Luiz Augusto

Hambúrguer na grelha

Senhoras e senhores, meninos e meninas, hoje vamos a uma receita rápida e deliciosa para tornar o seu sanduba muito mais delicioso.

Trata-se da receita de hambúrguer que a Dona Leda faz lá na sua casa e todos nós, filhos e convidados adoramos.

Claro que eu precisei colocar o meu toque, pois sem isso não sossegaria.

Lembrando que o hambúrguer tem origem no Mett ou Hackepeter, que é um prato típico alemão, feito a base de carne crua e com outros temperos fortes.

No Brasil, é servido sempre com carne bovina, muitas vezes chamado de carne de onça. O nome para o prato foi variado em algumas regiões para Bife Tatar e Steak Tartar, que na verdade é a mesma coisa com alguns ingredientes diferentes.

Por ser um prato cru gera muita repulsa a quem vê antes de experimentar, mas, para quem não sabe, todo o processo de mistura de ingredientes faz o cozimento da carne quimicamente.

Sanduíche com tomate, alface e queijo

Voltando ao hambúrguer, por ser muito comum na cidade de Hamburgo, o Mett ou HAckpeter passou a ser chamado pelos americanos de carne de Hamburgo, Hamburg Steak ou, como se tornou famoso, Hamburger.

Os americanos, todavia, não acharam muito apetitoso o consumo de carne crua e assim resolveram assar o Hamburger.

Pronto, em muito pouco tempo a carne de Hamburgo dominaria as mesas daquele país e depois do mundo.

Vamos à receita.

Manteiga com Ervas, o "coração" perfeito para seu hambúrguer

INGREDIENTES

  • 1 kg de Alcatra sem osso, moído duas vezes;
  • 1 pacote de Sopa de cebola;
  • 200g de manteiga;
  • Folhas de orégano, manjericão, hortelã, tomilho, salsinha e coentro.

PREPARO

Derreta a manteiga e misture com as folhas em um triturador de alimentos.

Coloque em um recipiente tubular, como a parte de baixo de uma garrafa de água de 500 ml.

Ponha no freezer para congelar.

Tomates

Após o congelamento, passemos à carne.

Em um recipiente, misture a carne moída e a sopa de cebola até ficar bem homogêneo.

Corte fatias finíssimas (Algo em torno de 2mm) da manteiga congelada e envolva as fatias esféricas com a carne moída, dando o formato e espessura que lhe apetecer.

Cuide para que a manteiga não derreta e para que a carne cubra integralmente as fatias.

Leve ao freezer novamente para congelar os hambúrgueres, a fim de que eles tomem a forma precisa.

Cebola roxa é menos "ardida"

Asse, preferencialmente, na grelha, para que o sabor da brasa aprimore o resultado final.

Vire apenas uma vez para preservar o sumo, de preferência, sem espetar.

Ao virar, imediatamente cubra com queijo de boa procedência.

A manteiga irá derreter dentro do hambúrguer, deixando o seu interior um pouco menos passado e pleno de suculência.

Alface Crespa é um bom ingrediente. Se preferir maior crocância, opte pela Alface Americana

Não esqueça de preparar o sanduíche com pão francês ou de hambúrguer que não esfacele facilmente e que seja de qualidade, afinal, não é nesta hora que você irá estragar seu sanduíche.

Indico uma rodela espessa de tomate e outra de cebola, que inclusive pode receber um pouco de shoyu e ser grelhada por alguns minutos, além de algumas folhas de alface, fecham com estilo o nosso sanduíche. Se gostar, pode colocar algumas rodelas de picles, por que não?

Um bom ketchup como o Heinz, mostardas Dijon e Heinz e molhos barbecue e de carne A1, são boas pedidas para incrementar.

Para aqueles que gostam, rodelas de jalapeño dão um toque apimentado e substituem os picles.

Para beber, refrigerante bem gelado ou cervejas leves.

Fuja dos vinhos, a não ser que você realmente queira. Nesse caso, por se tratar de carne, prefira os tintos, dos quais recomendo os da uva Pinot Noir, pois são mais leves para o paladar.