01

abr

O disco mais “rock” de Neil Young – Ragged Glory

por o Lorde

Depois de 9 anos do último lançamento (Greendale de 2003), Neil Young anuncia, que ele e os fiéis escudeiros do Crazy Horse (entre brigas e voltas desta parceria já se passaram muitos anos e vários ótimos discos) estão ensaiando e lançarão não um, mas dois novos álbuns ainda neste ano de 2012. Um deles já tem até nome e repertório. Se chamará “Americana”, só com versões de músicas folclóricas que fizeram parte da história dos EUA.

Ouvi falar a primeira vez de Neil Young por indicação de um amigo da faculdade, isso em 89. Mas naquela época não dava para chegar em casa e baixar a discografia do cara pela internet. Ouvir mesmo, só quando comprei o LP Ragged Glory de 90.

E sou mesmo um cara de sorte! Pois já pego um dos melhores discos dele e da Crazy Horse. Na minha opinião o disco mais Rock deles. Um disco seminal, orgânico que está historicamente e intimamente ligado ao início do Grunge. Aquelas guitarras barulhentas e os vocais “quase” ou “praticamente” desafinados, os riffs de guitarra e a autenticidade da banda gravando me pegaram de jeito. Como acontece hoje, naquela época também Neil Young estava há algum tempo sem gravar com os Crazy Horse. Se reúnem então no estúdio (retratado na foto em grande angular na capa do disco) e cometem esta preciosidade, ao vivo, como se fosse uma jam session. Algumas músicas passam de 10 minutos (“Love to Burn” e “Love and Only Love”), em meio a solos e muita microfonia. Este espírito ao vivo que dá a autenticidade ao disco, em alguns momentos dá para perceber Neil Young se afastando do microfone enquanto canta.

A primeira paulada é “Country Home”, uma música dos anos 70 que a banda nunca havia gravado, e que mostra na letra um pouco do estilo de vida meio recluso escolhido por Young, quando canta: “I’m thankful for my country home, it gives me peace of mind. Somewhere I can walk alone and leave myself behind”. “White Line” também vem do repertório antigo da banda.

“Fuckin´Up” foi tocada em vários shows pelo Pearl Jam anos depois, “Over and Over” e “Mansion on the Hill” parecem ser as mais comerciais e trabalhadas do disco, inclusive com vídeo clip, em um outro momento da indústria musical, quando isso era importante e muito distante do posicionamento que Neil Young tem hoje.

“Days That Used to Be” mantém o clima rock, com riffs, solos e refrão poderoso. “Farmer John” é um cover garageiro dos anos 60. “Mother Earth” finaliza o disco com muita emoção e mais barulho ainda, sendo uma releitura ecológica atualizada do folk tradicional “The Water is Wide”.

Neil Young & Crazy Horse – Ragged Glory (1990)

01. Country Home
02. White Line
03. Fuckin´ Up
04. Over and Over
05. Love to Burn
06. Farmer John
07. Mansion on the Hill
08. Days That Used to Be
09. Love and Only Love
10. Mother Earth (Natural Anthem)

Banda: Neil Young (vocal, guitar) / Frank “Poncho” Sampedro (guitar, vocal) / Billy Talbot (bass, vocal) / Ralph Molina (drums, vocal).

No podcast você escuta: 01. Country Home / 02. Fuckin´Up / 03. Over and Over / 04. Mansion on the Hill / 05. Days That Used to Be.

Aqui o clip de Over and Over:

Mas sempre é bom ver os caras ao vivo, então aqui com o Pearl Jam (mostrando sua influência no Grunge), tocando Fuckin´ Up na passagem de som do Rock´n`Roll Hall of Fame de 95.

18

mar

Os moleques do Howler

por o Lorde

Minneapolis é uma grande referência para bandas de Rock. Hüsker Dü, Replacements e Soul Asylum vem de lá, só para citar alguns. E é de Minneapolis que também vem a nova ou pelo menos uma das últimas sensações do novo Rock – o Howler.

Banda de molequinhos que estão sendo chamados de novo Strokes (mas daí não sei se isto é um elogio). Eles são muito novos mesmo, estão com seus 20 anos, até lembram musicalmente os Strokes e por mim estão mantendo a boa fama de Minneapolis.

O badaladíssimo primeiro disco, “America Give Up” saiu no começo de 2012 pelo selo alternativo Rough Trade, outra boa referência. E realmente surpreende.

Puxado pelos hits “Told You Once” e “Back of Your Neck” o disco do Howler é bem barulhento, masterizado lá em cima, estourado, mas com ótimas melodias e refrões. Tem um pouco de punk rock (“Pythagorean Fearem”, “Told You Once” e “Black Lagoon”), umas pitadas de surf music (“Beach Sluts”), algumas melodias dos anos 60 (“Back of Your Neck”) e sim, um pouco do som típico dos Strokes (“This One´s Different” e “Wailing”). São 11 músicas em pouco mais de meia hora, outro ponto a favor da banda. Um disco honesto, divertido, mas longe de ser a salvação do Rock. Pela pouca idade os garotos, eles tem tudo para evoluir e quem sabe lançar mais discos bons e até melhores do que este primeiro.

Eles estiveram de passagem pelo Brasil com dois shows no Beco 203 (casa de médio porte) em São Paulo e Porto Alegre, com casa lotada e pelo que se pôde ver eles ainda não assimilaram ou não perceberam esta história de banda hype, mantendo a humildade e fazendo o que qualquer banda de Rock deve fazer, tocar sua música ao vivo sem afetação.

Howler – America Give Up (2012)

01. Beach Sluts

02. Back to the Grave

03. This One´s Different

04. America

05. Too Much Blood

06. Wailing (Making You)

07. Pythagorean Fearem

08. Told You Once

09. Back of Your Neck

10. Free Drunk

11. Black Lagoon

No podcast você escuta: 01. Back to the Grave / 02. This One´s Different / 03. Wailing (Making You) / 04. Told You Once / 05. Back of Your Neck.

E aqui eles tocando “Back of Your Neck” em uma versão meio acústica nos porões da Rough Trade, dando para notar que eles sabem tocar bem ao vivo e que são uns moleques mesmo:

15

mar

Porque Elvis é o rei

por o Lorde

Nunca fui um fã ardoroso do Elvis, mas como todo fã de Rock conheço várias músicas. Sempre preferi Jerry Lee Lewis, Chuck Berry, Little Richards e principalmente Buddy Holly. Sempre me incomodou a roupa, o culto exagerado, aquelas senhoras em Las Vegas nos últimos shows… Mas recentemente, aqui na agência, começamos a desenvolver o site do Mark Rio, que faz cover do rei (está entre os 30 melhores do mundo, segundo a BBC de Londres). E cada vez que o cara aparecia por aqui trazia algo do Elvis. Fiquei com um cd com 100 músicas (é incrível como, mesmo não sendo um grande fã conheço 95% delas) e no meio estava a versão ao vivo de Suspicious Minds de 1970. A versão é empolgante.

Nesta época Elvis voltava a fazer shows depois de muito tempo. E voltava com uma bandaça, com 7 músicos, backing vocals, um excelente repertório, muita energia, a corografia com os golpes de karatê e um enorme sucesso de público e crítica. Talvez estivesse em sua melhor fase/forma e é intrigante perceber que ele morreria apenas 7 anos depois, gordo e decadente.

Cansei de ver o documentário “That´s the Way It Is” na minha infância/adolescência. Era sempre reprisado na sessão da tarde da Globo e o que sempre chamava a atenção era a sua dublagem peculiar (só assistindo para saber o que eu quero dizer). Mas nunca tinha prestado muita atenção no show em si, mas agora, depois de muito tempo, pude assistir novamente a parte dele tocando “Suspicious Minds”. Em outra época, contexto e separada do documentário eu fiquei impressionado e acabei entendendo porque Elvis é o rei.

A banda está impecável com um show particular do baterista Ronnie Tutt que destrói a bateria, deixando Elvis empolgado e brincando com Ron no meio da música. E fica claro o carisma, potência, espontaneidade e emoção que Elvis transmite. Assista e se emocione também. Duvido que isso não aconteça. De quebra mais 4 vídeos do mesmo filme gravado entre julho e agosto em Las Vegas.

Assista do filme That´s the Way It Is de 1970: 01. Suspicious Minds / 02. Sweet Caroline / 03. Polk Salad Annie / 04. Patch It Up.

11

mar

O velho Van Halen está de volta

por o Lorde

Depois de 14 anos sem lançar um disco o Van Halen volta com este “A Different Kind of Truth”.

O último, “Van Halen 3”, de 98 que trazia Gary Cherone do Extreme nos vocais, talvez seja o disco mais chato que eu já tenha tentado ouvir na vida. A formação “nova” com Dave Lee Roth nos vocais está junta desde 2007, sem gravar nada. Então a expectativa por um novo álbum da banda eram bem pequenas. Que ele fosse bom, seria pedir demais.

De repente surge a notícia do novo disco, e o primeiro single “Tattoo” não empolga muito. A notícia de que “Tattoo” é uma composição requentada, sobra de estúdio dos anos 70 soa como uma grande crítica. Inclusive com Sammy Hagar, ex-vocalista, colocando mais lenha na fogueira. não só “Tattoo” mas várias músicas seriam sobras. Mas afinal qual o grande problema? As músicas são do Van Halen. E se o Iron Maiden aparecesse com um disco só de sobras do The Number of the Beast ou os Rolling Stones lançassem sobras de Exile on Main Street. Eu pelo menos ficaria feliz da vida.

Além de Dave, Eddie e Alex Van Halen, a banda se completa com o baixista Wolfgang, filho de Eddie. O que não comprometeu em nada o som da banda. Michael Antony sempre foi um coadjuvante no som do Van Halen, fazendo a base para as extravagâncias de Eddie.

Depois da apreensão em torno das novas músicas, “A Different Kind of Truth” mostrou-se uma grande surpresa, um discaço como há muito tempo o Van Halen não lançava. Musicalmente parece que “A Different..” está entre “Diver Down” (82) e “MCMLXXXIV” (84). Eddie está inspiradíssimo com riffs e solos maravilhosos. É o velho Van Halen de volta.

“Tattoo” depois de algumas audições até que fica legalzinha, “She´s the Woman” é puro Van Halen anos 70. “China Town” é uma cacetada, com guitarras rápidas e bumbo duplo. “Blood and Fire” eu tive que repetir 3 vezes na primeira audição do disco e “Stay Frost” tem aquela brincadeira vocal tradicional dos caras. Enfim, o disco traz muitas músicas legais.

Além de Eddie, Alex também mantém a velha forma, com seu som característico e Dave continua bem no vocal, só que ao vivo está bem mais contido, sem seus saltos e movimentação de palco, mas o que é muito compreensível, afinal o cara está com quase 60 anos.

Van Halen – A Different Kind of Truth (2012)
1 – “Tattoo”

2 – “She’s the Woman”

3 – “You and Your Blues”

4 – “China Town”

5 – “Blood and Fire”

6 – “Bullethead”

7 – “As Is”

8 – “Honeybabysweetiedoll”

9 – “The Trouble with Never”

10 – “Outta Space”

11 – “Stay Frosty”

12 – “Big River”

13 – “Beats Workin”

No podcast você escuta: 01. Tattoo / 02. She´s the Woman / 03. Blood and Fire / 04. The Trouble with Never / 05. Beats Workin´.

E aqui a banda ao vivo em Indianápolis tocando China Town, Hear About It Later e Pretty Woman na sequência.

12

fev

Face to Face para sorrir sempre

por o Lorde

Um grande disco lançado em 2011 que passou desapercebido por mim, de uma banda que eu sempre gostei muito, o Face to Face.

Depois de quase 10 anos sem lançar nada os californianos retornam com este “Laugh Now…Laugh Later” que é o oitavo disco de estúdio (contando com o disco de covers de 2001, Standards & Practices) e demorou quase 1 ano para ser finalizado. Como novidade a entrada do baterista Danny Thompson já que Pete Parada, o baterista anterior, não quis deixar o Offspring e a entrada em definitivo do guitarrista Chad Yaro que era o guitarrista contratado até então.

Ouvi o disco só agora e devo dizer que, para variar, a banda lançou mais um ótimo álbum. O poderoso e característico vocal de Trever Keith continua sendo a marca registrada da banda, assim como as bem trabalhadas guitarras e as linhas vocais melódicas. O disco começa bem com a pesadíssima e rápida Should Anything Go Wrong, até um pouco diferente do som característico da banda. E o disco vai ficando cada vez melhor até o final, com destaque para It´s Not All About You e I Don´t Mind and You Don´t Matter, estas sim trazendo o que a banda faz de melhor, não simples músicas mas verdadeiros hinos.

A formação atual conta com Trever Keith (vocal, guitarra) – único membro original / Chad Yaro (guitarra) / Scott Shiflett (baixo) / Danny Thompson (bateria).

Mais um ótimo disco na carreira deste ícone do Hardcore californiano.

Laugh Now…Laugh Later (2011):
01. Should Anything Go Wrong
02. It’s Not All About You
03. The Invisible Hand
04. Bombs Away
05. Blood in the Water
06. What You Came For
07. I Don’t Mind and You Don’t Matter
08. Stopgap
09. All For Nothing
10. Pushover
11. Under the Wreckage

No podcast você escuta: 01. It’s Not All About You / 02. What You Came For / 03. I Don’t Mind and You Don’t Matter / 04. All For Nothing / 05. Pushover

E aqui você assiste os caras tocando Should Anything Go Wrong, ao vivo em Boston:

29

jan

Wild Flag, a nova banda mais legal só de mulheres

por o Lorde

Antes de mais nada o Wild Flag é uma banda nova de velhas amigas, que até pode ser considerada uma super banda do movimento Riot Girls. Afinal de contas elas já passaram por inúmeras bandas importantes como Sleater-Kinney, Hellion, The Spell, entre muitos projetos paralelos. Inclusive tocando juntas algumas vezes em algum momento desta convivência. Desta forma era inevitável que elas acabassem formando uma banda.

Assim surge o Wild Flag, quarteto sediado em Portand e Washington.
Carrie Browntein, Rebecca Cole, Mary Timony e Janet Weiss se juntaram como banda em 2010 e no ano seguinte lançam o primeiro e único disco até aqui. O som não traz nada de novo do que elas tem feito desde os anos 90, mas parece tudo melhorado. Tudo o que sempre foi bom aqui está melhor. E é incrível como as características individuais das bandas do passado podem ser percebidas no som do Wild Flag, mas não como uma releitura, mas sim como algo novo. Não é um disco datado que soa anos 90, é um disco atualíssimo.

Realmente mais um grande lançamento de 2011. Sem contar que foi gravado da forma que tem que ser, ao vivo no estúdio, só com overdubs de vocais.

Wild Flag – Wild Flag (2011)

01. Romance
02. Something Come Over Me
03. Boom
04. Glass Tambourine
05. Endless Talk
06. Short Version
07. Electric Band
08. Future Crimes
09. Racehorse
10. Black Tiles

No podcast você escuta: 01. Romance / 02. Something Came Over Me / 03. Short Version / 04. Electric Band / 05. Future Crimes.

E aqui você assiste ao clip de Romance:

15

jan

A mistureba do Urban Dance Squad

por o Lorde

Formado na Holanda em 1986 o Urban Dance Squad fazia o que todo mundo queria ouvir na época, quando lançaram seu primeiro e super bem sucedido álbum de 1990 “Mental Floss to the Globe”. A mistura de hard rock, rap, hip-hop, funk, soul e ska era o som mais moderno e revolucionário para se tocar e se ouvir, e eles sabiam fazê-lo muito bem. Todas as “tribos” ouviam a banda, indies, skatistas e o pessoal do metal.

Rudeboy Remmington (vocais) / Tres Manos (guitarra) / Sil (baixo) / Magic Stick (bateria) / DJ DNA “DoNotAsk” (DJ) saíram da Holanda em turnê mundial com grandes bandas da época como Chilli Peppers, Living Colour e Public Enemy. Puxado pelo mega hit Deeper Shade of Soul o primeiro álbum foi um grande sucesso.

O segundo álbum “Life ‘n Perspectives of a Genuine Crossover” foi lançado em 91 mantendo a linha do primeiro, já “Persona Non Grata” de 94 a banda decide deixar tudo mais pesado, talvez para seguir a o Grunge e o Indie Rock que faziam sucesso na época. Seguiram-se “Planet Ultra” (96); “Beograd Live” (97) e finalmente “Artantida” de 99 quando a banda voltou às suas raízes com mais Rap e Hip-Hop. Mas nenhum disco alcançou o reconhecimento e o sucesso do primeiro. A banda acabou em 99, voltando a fazer alguns shows em 2006 quando foi lançado o “The Singles Collection”.

Trago, então, especificamente o primeiro álbum.

Mental Floss for the Globe (89):

01. Fast Lane
02. No Kid
03. Deeper Shade Of Soul
04. Prayer For My Demo
05. Big Apple
06. Piece Of Rock
07. Brainstorm On The U.D.S.
08. The Devil
09. Famous When You’re Dead
10. Mental Floss For The Globe
11. Struggle For Jive
12. Man On The Corner
13. God Blasts The Queen

No podcast você escuta: 01. Fast Lane / 02. Deeper Shade of Soul / 03. Big Apple / 04. Brainstorm on the U.D.S. / 05. Famous When You´re Dead.

E aqui o clip oficial de Deeper Shade of Soul que passou muito na MTV na época, mostrando a banda numa pista de skate:

01

jan

Podcast – O melhor do Disc-me-Disc em 2011

por o Lorde

Final de 2011 e 4 meses de Disc-me-Disc. Foi muito legal ser convidado para escrever em um portal como o Agito Brasil que vem crescendo dia-a-dia. Resultado do que eu já fazia no blog pessoal, mas agora com a oportunidade de atingir mais pessoas. E o melhor é poder fazer uma coisa que eu sempre gostei que é falar sobre música. Foi um ano de muitas realizações pessoais e esta foi mais uma. Espero ter cumprido o objetivo do Disc-me-Disc que é trazer bandas e sons novos para serem descobertos e antigos para serem redescobertos. Agregando texto, áudio e vídeo (finalmente deu certo postar os vídeos!!!).

Hoje o post é uma retrospectiva dos 15 posts deste ano. Aproveitem estes 15 bons sons. Um ótimo 2012, nos vemos lá.

01. Vivian Girls_I´m Not Asleep / 02. Rolling Stones_Money / 03. Shonen Knife_Beat on the Brat / 04. The Postelles_Sleep on the Dance Floor / 05. The Head Cat_You Can´t Do That / 06. Suzi Quatro_Hot Kiss / 07. Lowline_Monitors / 08. Screaming Trees_ Door Into Summer / 09. Pack A.D._Sirens / 10. Amy Winehouse_You´re Wondering Now / 11. Michael Monroe_Gone, Baby Gone / 12. Comes With the Fall_White Hot / 13. Ned´s Atomic Dustbin_Happy / 14. Imelda May_I´m Alive / 15. The Black Keys_Nova Baby.

29

dez

The Black Keys – El Camino

por o Lorde

Hoje trago mais uma dupla, Black Keys, formada em Akron – Ohio em 2001, pelo guitarrista e vocalista Dan Auerbach e o baterista Patrick Carney.

E trago mais especificamente o sétimo e excelente último álbum lançado em 2011, El Camino. Gravado em Nashville o disco traz influências, segundo a banda, de Clash e Cramps. Mas na verdade tem muito de soul music, mas não de forma tão purista ou muito clara e lógico o blues característico da banda. No fundo está tudo lá, misturado no som típico de uma “garage band”, que na essência é o som do Black Keys. As canções são boas (todas as 11 faixas) e surpreendem a cada momento com o virtuosismo e talento de Dan e Patrick. Ao vivo a banda é acompanhada por baixo e teclado.

Com certeza um dos melhores discos de 2011.

El Camino (2011):

01 Lonely Boy

02 Dead And Gone

03 Gold On The Ceiling

04 Little Black Submarines

05 Money Maker

06 Run Right Back

07 Sister

08 Hell Of A Season

09 Stop Stop

10 Nova Baby

11 Mind Eraser

No podcast você escuta: 01. Lonely Boy / 02. Dead and Gone / 03. Hell of a Season / 04. Stop Stop / 05. Nova Baby.

E aqui os caras ao vivo no David Letterman:

27

dez

Imelda May, uma Diva do Rockabilly

por o Lorde

A irlandesa Imelda May começou oficialmente sua carreira em 2002 quando montou sua própria banda. Desde a infância teve grande influência de Buddy Holy, Eddie Cochran, Elmore James e Billie Holiday, o que acabou moldando seu som – uma releitura do Rockabilly, com pitadas de jazz e blues, muitas vezes purista e outras nem tanto. Imelda e a banda sabem dosar muito bem os estilos não se restringindo a ser uma simples banda retrô. E isso traz um certo ar de novidade para uma banda que hoje está conquistando o mainstream; explico: mesmo sendo um estilo de som dos anos 50, muito tradicional, não encontramos muitas bandas com uma performance parecida hoje em dia, a não ser nas profundezas do underground, o que acaba proporcionando um certo destaque à banda. Pois não só no estilo da música, mas existe toda uma preocupação na concepção de Imelda com os timbres e principalmente no visual. Imelda é uma verdadeira diva do Rockabilly moderno, se isto por acaso existir. Muito bem acompanhada peloo parceiro Darrel Higham, marido, guitarrista e compositor, além da ótima cozinha com Steve Rushton (bateria) e Al Gare (baixo). Dave Priseman completa o time com o trompete e percussão.

O reconhecimento está vindo só agora com o lançamento do terceiro disco, “Mayhem” de 2010. A banda saiu em turnê, participou de programas importantes e ganhou prêmios. Os anteriores foram “No Turning Back” (2005) e “Love Tattoo” (2008).

Mayhem (2010):

01.Pulling the Rug

02. Psycho

03. Mayhem

04. Kentish Town Waltz

05. All For You

06. Eternity

07. Inside Out

08. Proud and Humble

09. Sneaky Freak

10. Bury My Troubles

11. Too Sad to Cry

12. I´m Alive

13. Let Me out

14. Tainted Love

No podcast você escuta: 01. Psycho / 02. Mayhem / 03. Inside Out / 04. I´m Alive / 05. Let Me Out.

E aqui ao vivo no Jools Holland tocando o cover Tainted Love: