Desde que li, há mais de 2 anos, na Revista Casa Cláudia, uma notinhas sobre os jardins e esculturas de Inhotim, fiquei com esse nome e o desejo de visitá-lo na cabeça.
Foi exatamente esta a foto que vi e que não me saÃa da cabeça. Era um daqueles lugares que eu sabia conheceria, como já me aconteceu muitas vezes antes, e me apaixonaria.
Depois da visita, uma funcionária me perguntou:
_ Gostou?
Minha resposta foi sincera:
_ Eu já sabia que iria gostar antes mesmo de chegar, mas o que aconteceu aqui foi outra coisa. É indescritÃvel, mágico, no meio de tudo o que já vi no mundo, é único. Me apaixonei completamente por Inhotim!
Essa história começou quando Bernardo Paz, um minerador, proprietário de uma fazenda no municÃpio de Brumadinho, a 100 km de Belo Horizonte, idealizou seu “jardim” nos anos 80. Importou palmeiras e outras espécies, contratou Burle Marx para uns palpites, colocou algumas obras de arte em meio aos jardins. A fazenda virou Instituto, abriu-se ao público, e, de repente, não era mais ele quem comprava obras, mas artistas do mundo todo passaram a se convidar, desejando criar trabalhos exclusivos para Inhotim. Não existe outro espaço parecido a essa mistura de jardim botânico, galeria de arte contemporânea, parque, museu interativo…
Em meio aos lagos e paisagismos, galerias espalhadas por todos os cantos, e obras à s quais só chega de carrinho (é impossÃvel percorrer todo o parque a pé) apresentam-se artes sonoras, visuais, interativas, sensitivas… É,sim, uma viagem, viagem boa, contagiante e transformadora. Mas há que se ter espÃrito, ou melhor, alma para ver e sentir Inhotim.
Os destaquem ficam por conta da instalação de polifones da Galeria da Praça, o som do Galpão Cardiff e Miller, a cornucópia de Matthew Barney, o Som da Terra de Doug Aitken e as instalações da Galeria da Mata, além do delicioso restaurante Tamboril.
Mas, para mim, está difÃcil saber o que é mais admirável: as plantas, os desenhos criados pelos lagos e árvores, as esculturas, as galerias, os bancos de troncos… E a organização, nem se fale. Tudo funciona perfeitamente, todos os funcionários são simpáticos e bem informados, sabem os nomes e localização de todos os artistas, instigam os visitantes a verem o que ainda não viram. Não se vê uma folha fora do lugar, lixo, então, nem pensar; a cada 50m, ou menos, uma lixeira, com saco de lixo e sem lixo dentro!!! Muitos banheiros (todos limpos), bebedouros, lanchonetes e restaurantes. Sim, é possÃvel, tudo isso dentro do Brasil. Adoro!
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